Caminho de Santiago a cavalo

por  MACHADINHO

Piso, relevo, altitudes, temperaturas e umidade do ar

A descida de El Acebo

Em percurso tão longo, encontra-se a maior variedade possível desses elementos, muitos deles em limites estranhos para nós brasileiros.

PISO - varia de: arenoso; com pedras soltas; asfaltado; calçadas preparadas com pedras irregulares; barrento e escorregadio; laminado, com pedras naturais, em degraus das mais diferentes alturas, etc.

RELEVO - cordilheiras, altiplanos, várzeas e campos.

ALTITUDES - oscilam desde 260m (Santiago) até 1.515m (Cruz de Hierro, 2 km após Foncebadón).

TEMPERATURAS - constatamos a maior oscilação, num só dia, no trecho de Villafría de Burgos a Castrojeriz, onde na madrugada, quando saímos, o termômetro registrava 5ºC e às quinze horas em Hontanas marcava 40ºC. São significativas as variações em função das altitudes.

UMIDADE DO AR - este tópico tem grande significação, mormente no trecho de Burgos a León, na extensão de 170km, onde o deserto de Castilla é inclemente, árido e seco, apresentando marcas em torno de 25%. Trata-se de um altiplano - El Páramo - onde as altitudes variam entre 775m (Convento de San Antón) a 930m (Hontanas). A água potável é escassa e a vegetação muito ressequida, exceto nas lavouras onde há irrigação. A água dos canais e das lavouras irrigadas é imprestável para beber, visto conter resíduos de adubos, herbicidas e pesticidas. Para beber, tanto o cavaleiro, como sua montaria, só nas fontes, onde há a indicação agua potable, ou por gentileza dos moradores da beira da trilha, os quais sentem-se honrados em servir aos peregrinos.