Peregrino Walter Jorge

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O Santo Graal - XLI - Rennes-le-Château - 2
Walter Jorge

            No capitulo anterior trouxemos para conhecimento dos nossos leitores, mais um capitulo sobre um dos locais onde provavelmente poderia encontra-se o Santo Graal conforme os maiores índices de evidências, a famosa vila de Rennes-le-Château.

            Continuemos com a sua história.

Rennes-le-Château (segunda parte)

            Alguns historiadores informam que o tesouro encontrado por Saunière poderia ter sido proveniente dos catáros quando abandonaram a fortaleza de Montségur a qual fica a uma distância de um dia de Rennes-le-Château.

Vila Bethânia em Rennes-le-Château

            No livro intitulado de “O Tesouro Misterioso de Rennes-le-Château” de Patrícia e Lionel Fanthorpe, que efetuaram pesquisas a respeito desse mistério, não só em Rennes, como no Louvre, na antiga tumba de Arques, no sul da França e em Shugborough Hall, na Inglaterra, informam:

            “Os Templários acumularam uma vasta riqueza por causa de suas atividades comerciais. O Castelo em ruínas de Blanchefort fica muito próximo de Rennes, e um Grão-Mestre dos Templários era reconhecido como Blanchefort. Dizia-se também ter existido um Papa de Blanchefort durante o período em que os Templários foram atacados por Felipe IV. Se os Templários de Bézu próximo a Rennes foram avisados por ele a tempo de esconder seu tesouro, eles podem ter escolhido Rennes para ser seu esconderijo”.

            “Um dos boatos mais estranhos envolvendo o tesouro de Saunière foi que ele redescobriu um certo processo alquímico misterioso que transformava metais em ouro. O antigo castelo parcialmente em ruínas de Rennes tem duas torres. Uma delas é até hoje chamada de “A Torre da Alquimia”. Há uma remota chance de que a transmutação seja algo possível, e dizem que Nícolas Flamel, um importante alquimista do século XIV, está entre os Mestres do Priorado de Sião.;”

            Alguns outros historiadores também efetuam ligações com os Templários que existiam próximo a Rennes-le-Château em Bézu – Lar de Bertrand de Blanchefort - quarto Grão Mestre da Ordem dos Templários entre 1153 a 1170. O mentor de Bertrand era André de Montbard. Os mesmos informam que Bertrand naquela época contratou mineiros alemães com disciplina militar os quais não falavam com a população local, iriam trabalhar em minas de ouro que, já haviam sido exauridas há quase mil anos antes, na verdade esses trabalhadores estariam construindo algum tipo de cripta subterrânea, uma espécie de depósito para abrigar algo especial.

Vista da Torre de Magdala ao lado do complexo de seu domínio

            No final do século XIII, um destacamento de Templários foi para o topo da montanha de Bézu, erigindo naquele local um posto de vigilância e uma capela, para cuidar da segurança da região e proteger a rota de peregrinação que atravessava o vale e ia até Santiago de Compostela, na Espanha. Esses, segundo informam, não foram molestados por Felipe, “o belo”, pois o papa antes de tomar o nome de Clement V – chamava-se Bertrand de Goth e sua mãe, Ida de Blanchefort, eram da mesma família de Bertrand de Blanchefort, esse papa poderia saber o segredo que permaneceu na família até o século XVIII quando o abade Antoine Bigou, páraco de Rennes-le-Château e confessor de Marie de Blanchefort, que segundo dizem alguns pesquisadores compôs os pergaminhos encontrados por Saunière. Nesse período começou-se a suspeitar que havia algo mais que a Ordem trabalhando atrás da cena.

            Sabemos que essa localidade foi palco de sangrentas lutas e de várias disputas entre reis e príncipes. Sigisberto IV quando perseguido ali se escondeu, pois era o local de origem de sua mãe.

            No período da existência de Bérenger Saunière, segundo as informações de Jean-Luc-Chameil, em seu trabalho “Lê Trésor Du Triangle d´Or” (o tesouro do triângulo de ouro), em 1979, Saunière, Boudet, e outros como Hoffet, eram afiliados a uma forma de maçonaria que seguiria os moldes do ritual escocês. A instituição era chamada “Hiéron du Val D´Or”, que poderia parecer umas transposições orais daquele local recorrente, Orval, que era uma sociedade política secreta cujo objetivo era:

Vitrais no interior da Igreja

            “Uma teocracia entre as nações que seriam nada mais que províncias, seus líderes apenas procônsules a serviço de um governo mundial oculto que consistiria de uma elite. Para a Europa este regime do grande rei implicava uma dupla hegemonia do papado e do império, do Vaticano e dos Habsburgos, que seriam o braço direito do Vaticano”.

            Chameil não esclarece em que extensão os próprios Habsburgos estavam envolvidos nestes ambiciosos planos clandestinos. Existem evidências, contudo – incluindo a visita de um arquiduque de Habsburgos em Rennes-le-Chatêau que confirmam pelo menos alguma implicação. Mas, quaisquer que tenham sido os planos, eles teriam sido prejudicados pela primeira grande guerra que, entre outras coisas, afastou os Habsburgos do poder.

            Saunière e Marie Dénarnaud foram criticados por terem um estilo de vida dispendioso, ela sempre estava vestida conforme os modelos da última moda de Paris e se divertiam de um modo totalmente desproporcionado, confrontando-se os rendimentos que oficialmente recebiam ou em relação à sua posição social. Ricos e famosos faziam a penosa viagem até Rennes-le-Château apenas para ficarem com ele em virtude de alguma estranha razão, pois, Saunière por mais incrível que pareça, só ocupava a Vila Bethânia para as festas, preferindo morar no presbitério que ficava ao lado da Igreja.

            Contudo, não era apenas o luxo de suas recepções que atraia a hostilidade de muitos, Saunière de Marie começaram a cavar no cemitério durante a noite, é sabido que apagaram as inscrições da lápide e da laje que cobria a sepultura de Marie de Négre d´Ables – uma mulher da região pertencente à nobreza e que morreu em 17 de janeiro de 1781 – provavelmente para destruir a informação que nela estava contida. No entanto nem sequer ficaram sabendo que todo esse esforço foi em vão, pois já havia uma cópia da inscrição graças a visitantes que passaram pelo local e eram membros de uma sociedade de antiquários da região.

Detalhe do Cristo existente na Igreja

            Os acontecimentos que cercaram a sua súbita doença e morte de Saunière são muito estranhos. Ele sofreu um sério derrame a 17 de janeiro de 1917, a mesma data inscrita na lápide da Marquesa Marie d´Hautpoul, no entanto a 12 de janeiro os paroquianos declararam que o pároco se achava num invejável estado de saúde para um homem de sua idade. Quando Saunière agonizava, um padre de uma paróquia próxima foi chamado com certa pressa para ouvir sua última confissão e ministrar os últimos sacramentos. Ao chegar, foi direto ao leito do agonizante, segundo testemunho ocular, o padre saiu pouco depois em estado de grande agitação e recusou-se a ministrar a extrema-unção, supostamente com base na confissão de Saunière no seu leito de morte.
                  
            Saunière morreu a 22 de janeiro de 1917, sem absolvição e sem revelar seu segredo. O ritual que seguiu a sua morte foi inexplicável pelos padrões eclesiástico e completamente estranho ao costume local. Na manhã de 23 de janeiro, sentaram seu corpo, vestindo um enfeitado manto com numerosas borlas escarlates, numa poltrona e o colocaram no terraço ao lado da Torre Magdala.  Várias pessoas desfilaram solenemente ao lado do cadáver, uma por uma e por motivos jamais explicados, muitas delas arrancavam uma borla da roupa do morto, talvez como um sinal de lembrança ritual.

            Que mistérios cercam o pequeno povoado de Rennes-le-Château?

            Que tesouro Saunière descobriu?

         Aguardemos a sua continuação.
 

Enviado por Walter Jorge
 
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