Peregrino Walter Jorge

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Peregrinação no Brasil - 32 - Caminho das Frutas (02)
Walter Jorge

            Em continuação às informações sobre o Caminho do Circuito das Frutas. Para esse artigo iremos concluir trazendo pára os nossos leitores um resumo com as histórias das cidades existentes ao longo do seu percurso.     

Caminho do Circuito das Frutas (segunda parte – final)

(SUAS CIDADES)

            Indaiatuba –

Igreja Matriz de Indaiatuba

Com população de 190 mil habitantes, a cidade se destaca pelo turismo de negócios, por causa da presença de empresas do setor automotivo na cidade, turismo religioso, por conta do Mosteiro de Itaici que abriga a CNBB (Confederação Nacional dos Bispos do Brasil); e turismo rural, graças à produção de acerola orgânica e por ser uma das principais produtora de uva de mesa do Estado de São Paulo. O nome da cidade vem da junção de dois termos da língua tupi-guarani: “indaiá”, que significa um tipo de palmeira, e “tuba”, o mesmo que em abundância. A cidade também é um ponto de passagem do “Caminho do Sol”, vide “Peregrinação no Brasil – 27 – Caminho do Sol (03)”.  

            Itupeva –

Entrada da cidade de Itupeva

A cidade é responsável todos os anos pela Expo-Uva, que atrai milhares de turismos para a região. Alem de plantações de frutas, abre as portas para os turistas de seus engenhos e apiários. Um dos pontos turísticos do Município é a Gruta dos Quilombos, ao qual o visitante chega por trilhas e escadarias de pedra lascada. Antigo bairro Itupeva de Jundiaí, o município já foi distrito até 1963, quando por meio de plebiscito conseguiu a emancipação. Hoje, a cidade tem 31 mil habitantes e fica a 70 km da capital paulista. 

            Louveira –

Vista aérea de Louveira

A cidade está situada a 75 km de São Paulo, se destaca pela qualidade de vida de seus habitantes e a preservação do meio ambiente. Dos seus 55 km2 de território, 25% estão cobertos por áreas de preservação de mata nativa ou de projetos de reflorestamento. A agricultura se desenvolve por famílias descendentes de italianos que produzem, em sua maioria, uva niágara. São aproximadamente 3,3 milhões de parreiras que produzem 10 mil toneladas da fruta por ano. O município possui cerca de 24 mil habitantes e no mês de fevereiro realiza a Festa da Uva.

            Vinhedo –

Vista aérea de Vinhedo

Antigo povoado situado na rota dos bandeirantes e tropeiros, o município pertencia a Jundiaí até 1948 e hoje é grande produtora de uva. A população é formada principalmente por imigrantes europeus. A primeira Festa da Uva data de 1948, tradicional e conhecida em todo o Estado, era realizada na praça de Sant´Anna por produtores que comemoravam a boa safra. A economia da cidade hoje é industrial, mas as tradições agrícolas ainda se mantêm. O município também abriga parques temáticos, possui 54 mil habitantes e fica a 76 km da capital.

            Valinhos –

Catedral de Valinhos

A cidade conhecida como a Capital do Figo Roxo, com festas da fruta realizada no mês de janeiro, tem cerca de 83 mil habitantes e fica a 90 km de São Paulo. Outra fruta que disputa a atenção dos produtores é a goiaba, mas ainda há plantações de uva, pêssego, caqui, manga, acerola, lichia, seriguela e carambola. O município tem o selo de Cidade com Potencial Turístico, concedido pela Embratur, e busca a aproximação com o turista por meio de sua beleza natural de topografia acidentada, com montanhas e vales verdes.

            Morungaba –

Vista de Morungaba

Localizada a 103 km da capital de São Paulo, a cidade situa-se em suaves colinas do vale próximo a Serra das Cabras, é uma estância climática. Fundada em meados do século XIX, o futuro município que se emancipou em 1964, surgiu a partir da expansão da produção cafeeira no Estado de São Paulo. Com a chegada dos imigrantes italianos na região, novas agriculturas passaram a ser praticada na cidade. É um convite à tranqüilidade e às tradições das pequenas cidades do interior, já que a população não chega a 10 mil habitantes. 

            Itatiba –

Vista Geral de Itatiba

Famosa por sua produção de móveis, a cidade tem 91 mil habitantes. Carinhosamente chamada de “Princesinha da Colina”, o município apresenta relevo acidentado e fica na Serra da Jurema. Os atrativos turísticos ficam por conta das edificações do século XIX, como igrejas, palacetes, museus, parques e boa infra-estrutura para seus moradores. A cidade, a 80 km da capital, também oferece opções de turismo rural, como o roteiro da Tapera Grande, além de ser produtora de amora, pokan, pêssego, uva, morango, nectarina e caqui, essa última com festa realizada no mês de abril. 

            Jarinu –

Cristo de Jarinu 

Município que preserva vales, montanhas, rios, cachoeiras e lagos desde sua fundação, fica a 76 km da capital paulista e tem 20 mil habitantes. Segundo a Unesco, a cidade tem o segundo melhor clima do mundo e é o único município paulista em que sua população no campo cresceu mais que a urbana, o que a torna agrícola por vocação. Diferente das outras cidades da região, a colonização foi feita por imigrantes portugueses. Há adegas de vinho artesanal e produção de cinco tipos de frutas com qualidade. Tem boa estrutura turística, como pousadas e restaurantes.

            Jundiaí –

 Catedral de N. Senhora do Desterro

A inauguração de uma Capela dedicada a Nossa Senhora do Desterro, no ano de 1651, marcou o início do reconhecimento da povoação de Jundiaí. Quatro anos mais tarde, foi elevada à categoria de vila e no dia 28 de março de 1851, foi elevada à condição de cidade. O nome Jundiaí, em tupi, significa “o rio dos jundiás, ou bagres”.

            Jundiaí é a maior cidade do Circuito das Frutas, com cerca de 324 mil habitantes, foi uma área estratégica importante de entroncamento ferroviário, o que ajudou seu desenvolvimento e favoreceu a chegada de imigrantes italianos, influenciando a cultura e os hábitos locais. É a oitava economia da América Latina. Apesar da industrialização, a cidade mantém a tradição agrícola com a Festa da Uva, que se realiza nos meses de janeiro ou fevereiro, e a do morango, no mês de agosto.                                            

            Fontes consultadas: Prefeituras Municipais.

            No próximo artigo iremos abordar mais um Caminho Brasileiro.

            Aguardem.
 

Enviado por Walter Jorge
 
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