Peregrino Walter Jorge

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Bodegas 05 - Rioja
Walter Jorge
Em continuação a nossa série de artigos sobre o vinho na Espanha, trouxemos para os nossos leitores como uma das principais regiões vinícolas da Espanha, a famosa “RIOJA”, falamos sobre a sua “Localização”, sobre a sua “História” e sobre o seu “Clima e Solo”, em continuação, concluindo o artigo sobre aquela região, trazemos para seu conhecimento, a sua “Viticultura e variedade de uvas”, bem como a sua “vinificação”.

Esperamos que nossos leitores com a leitura desses artigos passem a deterem um conhecimento mais profundo não só sobre a fabricação dos mesmos como também dos seus diversos tipos.

Espanha – Principais Regiões Vinícolas

Rioja (Segunda Parte – Término)

Viticultura e Variedade de Uvas

Sete variedades de uvas (quatro tintas e três brancas) são permitidas na (DO) Donominación de Origen Rioja, com distribuição variada em diferentes locais da região. A variedade mais plantada é a provavelmente nativa Tempranillo, uva tinta que cresce muito bem nas encostas de argila e calcáreo da Rioja Alta e Rioja Alavesa, formando a base para os melhores vinhos da região. No entanto, a maioria dos vinhos da Rioja são cortes de mais de uma variedade, sendo a uva Garnacha freqüentemente adicionada a Tempranillo, dando ao vinho um maior corpo. A Garnacha, quando sozinha, produz vinhos encorpados e alcoólicos, que tendem a se oxidar com rapidez, não sendo desta forma adequados para a maturação em tonel. Outras variedades de uvas tintas de menor importância são a Mazuelo (cariñena ou Carignan) e a Graciano, sendo que a última contribui bastante para o aroma do vinho. A Cabernet Sauvignon e a Merlot, apesar de serem plantadas por inúmeras vinícolas, só são permitidas oficialmente no Marquês de Riscal.

Mapa de Rioja

Historicamente, a principal uva branca da Rioja é a Malvasia, que produz vinhos ricos, alcoólicos e secos, se adaptando muito bem á maturação em carvalho. No entanto, a partir do início da década de 1970, os vinhos brancos com sabor fresco e fermentação a frio, engarrafados jovens, se tornaram moda e a uva Viura (conhecida no restante da Espanha como Macabeu), tornou-se a variedade maia plantada.

Os vinhedos da Rioja costumam ter pequenas extensões, sendo que as leis do DO permitem safras de até 60 hectolitros/hectare para os vinhos brancos e 50 hectolitros/hectare para os tintos.

Vinificação

As uvas da Rioja são encaminhadas às grandes vinícolas, cujos proprietários são grandes negociantes e algumas cooperativas locais. A maioria das vinícolas da Rioja é razoavelmente bem equipada, com modernos tanques de aço inoxidável e com controle da temperatura de fermentação. Em algumas pequenas vinícolas tradicionais, a fermentação tanto do vinho branco quanto do vinho tinto se dá em tanques ou tonéis de madeira, mas isto é a exceção e não a regra.

A principal característica da vinificação na Rioja não está nas técnicas de fermentação e sim na maturação em tonéis de madeira, sendo que a forma e o tamanho das barricas bordalesas de 225 litros, introduzidas pelos franceses nos meados do século 19, são estabelecidas por lei.

A regulamentação também especifica o período mínimo de maturação para cada categoria de vinho oficialmente reconhecida. Os vinhos Crianza e Reserva devem permanecer pelo menos um ano em carvalho, enquanto que um Gran Reserva necessita permanecer pelo menos dois anos. Da mesma forma que nas demais regiões da Espanha, o carvalho americano é o mais utilizado na confecção dos tonéis. Quando novo, o carvalho confere ao vinho um suave sabor de baunilha, que se aceita como sendo típico da Rioja. Um efeito similar pode ser obtido, através da lenta e oxidativa maturação em tonéis antigos. O uso de carvalho francês, especialmente Limousin, Grain de Neveres e Allier, tem aumentado consideravelmente na região.

As regras da Rioja também especificam o tempo que o vinho amadurecido no carvalho deve permanecer nos tanques ou na garrafa, antes de serem comercializados. Assim, os Crianzas devem envelhecer por mais um ano, os Reservas por mais dois anos e os Gran Reservas (geralmente vinhos especialmente selecionados das melhores safras) devem permanecer pelo menos por mais três anos na garrafa. Os vinhos que contém a maior percentagem de Tempranillo são os selecionados para o amadurecimento prolongado em tonel.

No caso dos vinhos brancos, desde a adoção da Técnica de fermentação fria pela maioria dos produtores, a quantidade de vinhos brancos envelhecidos em madeira tem diminuído progressivamente. Os produtores López de Heredia e Marquês de Murrieta continuam a adotar o estilo tradicional de vinificação, mantendo seus vinhos brancos em barricas de carvalho.

Os tempos mínimos de permanência na madeira para os vinhos brancos são de seis meses a um ano para os Crianzas, dois anos para os Reservas e quatro anos para os Gran Reservas, antes de ser liberados para a venda.

A adição de ácido tartárico ajuda o vinho a envelhecer por estes períodos de tempo. A partir dos meados da década de 90, alguns dos modernos produtores que na década de 70 engarrafavam os Rioja brancos jovens, em especial Martinez Bujanda, começaram a experimentar a técnica de fermentação em barril.

Fonte: ABS – Associação Brasileira de Sommeliérs.

Aguardem, no próximo número falaremos sobre uma outra região vinícola da Espanha.
 

Enviado por Water Jorge
 
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