Peregrino Walter Jorge

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Bodegas 03 – O Vinho na Espanha
Walter Jorge

Como não podia deixar de ser, após falarmos sobre o deus “Baco” e adentramos com os nossos leitores sobre a história do vinho, bem como da sua fabricação e de suas propriedades, não poderíamos de aqui deixar de nos referirmos sobre “O vinho na Espanha” e para isso, trazemos para conhecimento, uma série de artigos sobre o assunto e para iniciamos, nada melhor do que utilizarmos a fonte de quem realmente detêm um vasto conhecimento sobre o mesmo, a “ABS – Associação Brasileira de Sommeliérs”.

O Vinho na Espanha

À semelhança do ocorrido na Itália, a Espanha também experimentou recentemente uma verdadeira revolução no que diz respeito à qualidade de sua produção vinícola. Entretanto, existem diferenças marcantes entre os processos ocorridos nos dois países. Assim, na Itália as mudanças começaram a partir da iniciativa de alguns poucos produtores da Toscana, como o Marquês Incisa della Rochetta e seu sobrinho Piero Antinori. O que se seguiu foi à adoção muito difundida de técnicas de vinificação modernas utilizando-se variedades francesas e carvalho francês para maturação dos vinhos. Além disso, o design moderno de rótulos e estratégias agressivas de marketing criou o conceito dos vinhos Super-Toscanos.

Na Espanha, o fenômeno foi mais silencioso embora mais profundo e generalizado. A base da mudança espanhola foi político-econômica, principiando com o fim da era Franco em 1975. Em 1986, com a entrada do país para a Comunidade Européia (CE) houve a necessidade de adaptação às leis que regulam as denominações de origem para todos os países da CE. A reorganização dos vinhedos e a obrigação da declaração da safra, extinguindo a classificação pelos “años” de permanência na bodega, foram algumas das conseqüências benéficas que advieram da regulamentação. No entanto, o principal benefício foi à prosperidade econômica que se seguiu à entrada na CE. A maior riqueza permitiu investimentos maciços em equipamentos modernos, melhorias sensíveis no manejo dos vinhedos e experimentação enológica buscando novas técnicas. O ambiente democrático estimulou um maior intercâmbio com outros centros vinícolas avançados.

Regiões vinícolas na Espanha

Ao contrário do ocorrido na Toscana, a renovação dos vinhos espanhóis ocorreu com moderação no que tange ao emprego de variedades e técnicas estrangeiras. A ênfase foi colocada no manejo dos vinhedos e no aperfeiçoamento dos processos tradicionais. O excesso de madeira e a oxidação vêm sendo abandonados em favor do frescor e da fruta.

Algumas regiões lideram esse processo inovativo. Como se sabe, a Espanha é dividida em 17 autonomias, comunidade autônoma subdivididas em 50 províncias. A grosso modo, podemos afirmar que as mudanças vêm principalmente de três “autonomias”: Catalunã, Castilla-Léon e Galicia.

Cataluña

Nessa autonomia, mais especificamente na província do Penedès, registra-se o primeiro passo rumo à modernidade do vinho espanhol.

Castilla-Léon

Nessa província, a remodelação dos vinhos atingiu os tintos e os brancos. Os tintos modernos provêem principalmente da Ribeira Del Duero enquanto os brancos de Rueda estão na vanguarda da renovação.

Galícia

Outro pólo de evolução dos vinhos brancos espanhóis. A principal área de produção é a DO Rias Baixas. Dentre as áreas que compõem a DO, a que lidera a produção de vinhos modernos é a sub-região de Val do Sanés.

Outras regiões

Vinhos modernos são também elaborados em outras regiões mais conservadoras. É o caso de Martinez Bujanda, Artadi e Italba na Rioja e Guelbenzu em Navarra.


Aguardem, nos próximos artigos iremos abordar em detalhes, as principais regiões vinícolas na Espanha.
 

Enviado por Water Jorge
 
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