Peregrino Walter Jorge

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Bodegas 02
Walter Jorge

No artigo anterior, trouxemos ao conhecimento dos nossos leitores um pouco da história sobre o vinho, apresentamos a Baco – o deus do vinho – bem como informando que a utilização do mesmo remonta a mais de 6.000 anos, nesse artigo vamos tomar conhecimento desse produto extraído da uva.

O QUE É AFINAL, O VINHO?

O vinho

O vinho é uma bebida extraída da uva, conhecido há milhares de anos, até a presente data não sabemos exatamente quem inventou o referido processo da transformação da uva em vinho. Por sua causa, muitos já escreveram livros, compuseram versos e em sua homenagem entoaram cânticos. A paixão pelo vinho é um sentimento amplamente compartilhado pelo mundo todo, desde os mortais até os deuses nas lendas gregas. Uma bebida tão curiosa que ganhou adeptos nos Mosteiros e Monastérios, nos Templos, nas Tavernas e nas Bodegas. Mas qual é a relação do vinho com a saúde? Qual é a melhor hora para ser tomado? Quanto de vinho se deve beber com o objetivo de se manter saudável? Vamos conhecer um pouco sobre o assunto, a partir do qual se pode escolher: “alegria ou embriaguez”.

O processo de obtenção do vinho é, na verdade, bastante longo e sofisticado, passando por várias etapas. O vinho é uma bebida transformada em suco pela maceração da uva e, em seguida, fermentada alcoolicamente. Nesse processo, a glicose se transforma em álcool etílico pela ação de microorganismos que existem na película que reveste a fruta. Atualmente a maceração da uva é efetuada em prensas hidráulicas, antigamente a mesma era efetuada com o uso dos pés, no qual o macerador fica por horas esmagando as uvas no andar ininterrupto sobre as mesmas, atualmente nas tradicionais e famosas festas da uva, ainda podemos ver a utilização de tal método.

Dizem os conhecedores que o vinho “tem alma”, pois é possível encontrar, na mesma bebida, sabor e aromas diferentes de uma safra para outra e de uma marca para outra mais ainda. A razão dessas diferenças é que a qualidade do vinho pode ser modificada dependendo de condições tais como: o ponto exato da maturação, o teor de açúcar e acidez, a coloração, o sabor, o aroma. Essas condições, por sua vez, também dependem do tipo do solo em que as vinhas são plantadas, além da quantidade de sol, de chuva e do adubo. Para os conhecedores, à uva de uma mesma região, plantada em diferentes encostas, pode produzir vinhos diferentes, o que confere ao vinho um caráter original.

Paula Beatriz, engenheira agrônoma paulista, lembra que para chegar à nossa mesa, o vinho passa antes (na verdade muitos anos antes) pela vindima, que é a colheita da uva, pela fermentação, que é a transformação do mosto (suco) da uva em vinho, depois ele é trasfegado (retirada das borras), clarificado, filtrado, e só então é colocado em tonéis ou pipas para a primeira fase do envelhecimento. Na segunda fase, o vinho é levado a envelhecer já engarrafado, em um local escuro (adegas).

O professor de vinho Marcelo Copello, membro das Associações Brasileira e Italiana de sommeliers (ABS e AIS), considera o vinho um amigo do coração, e explica: “Além de nos proporcionar excelente prazer, tomar vinho é um grande aliado do coração. O resveratrol, um dos componentes do tanino, é uma substância encontrada na casca das uvas tintas. Esta substância aumenta o bom colesterol, reduzindo a quantidade do mau colesterol”. O professor Copello não aconselha a exceder na bebida, ele informa: “Uma taça de vinho no jantar é o suficiente”.

A uva, fonte produtora do vinho

Para os estudiosos do vinho, a contra-indicação fica apenas por conta do excesso, que leva à embriaguez e a seus efeitos como toda bebida. Um mau vinho, ou a combinação de vinho com outra bebida, pode ocasionar também fortes enxaquecas e a famosa ressaca do dia seguinte. Mas em matéria de vinho e dos efeitos benéficos para a saúde, há muito ainda que descobrir.

Uma questão que fica para ser investigada é se as propriedades benéficas estão exatamente na uva ou na composição da uva com o álcool. Caso a primeira hipótese seja a mais provável, isso mudaria a característica tão disseminada do vinho tinto, porque neste caso, um simples suco de uva (sem álcool) poderia fazer o mesmo efeito. Mas não é bem assim, professor Copello diz que algumas das propriedades benéficas do vinho vêm da uva. “Mas para ter este benefício comendo uva, uma pessoa teria que comer quilos de uvas todos os dias”. Ele ainda explica que “a maioria das propriedades do vinho advém da mistura de substâncias (álcoois, ácidos taninos etc.)” e que os taninos, por exemplo, bastante benéficos, são encontrados nas cascas das uvas tintas, bem como em diversas outras frutas e vegetais.

Da BBC News colhemos a seguinte notícia:
Um hospital em Swindon – Inglaterra, tornou-se o primeiro na Europa a prescrever vinho tinto para seus pacientes. O vinho prescrito é o “Montes Reserva Cabernet Sauvignon”, do Chile e duas taças desse vinho serão oferecidas diariamente a pacientes cardíacos.

Falando à BBC News, Hugh Johnson elogiou a medida, dizendo “levanta a moral e encoraja uma visão positiva da vida”. Ele também aludiu aos efeitos antioxidantes do vinho e dos esforços que estão sendo efetuados por alguns produtores de vinhos brancos para aumentar os níveis de polifenóis com o prolongamento da maceração.

A teoria diz que os antioxidantes no vinho (particularmente o Cabernet Sauvignon chileno) evitam os coágulos de sangue e o aumento do colesterol. Segundo o porta-voz do hospital, os convalescentes “snob” podem ficar sossegados, pois o vinho é servido em taças de vinho e não em copos plásticos.

Aguardem, no próximo artigo iremos abordar o tema “O Vinho na Espanha”.
 

Enviado por Water Jorge
 
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