Peregrino Walter Jorge

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Bodegas 01
Walter Jorge

O “VINHO”, bebida dos deuses, sempre presente na história da humanidade, manufaturada a mais de 6000 anos continua e continuará a reinar sobre a mesma por muitos e muitos séculos.

Nessa oportunidade damos inicio junto a vocês, uma série de artigos sobre o vinho e que intitulamos como “Bodegas”, como não podia deixar de ser, o vinho também possui o seu deus, ele é chamado de BACO. Já que falamos em BACO e em VINHO, vamos conhecer um pouco sobre os dois.

Baco – O deus do vinho

Baco foi o 13º. Deus do Olímpo. Na Grécia ele tinha o nome de Dionísio e Líber é o seu nome latino, quando foi adotado pelos romanos, recebeu o nome de Baco. Era o deus do vinho e do delírio místico (na verdade era um semideus já que sua mãe – Sêmelle – era humana e o seu pai era o deus olímpico Zeus - Júpiter).

O deus BACO

Era muito cultuado, perfeito legislador e amante da paz. Ao tornar-se adulto, apaixona-se pela cultura da vinha e descobre a arte de extrair o suco da fruta e seu uso.

Instruído pela deusa Cibele, andou pelo mundo a ensinar aos homens o trato da videira e a arte de fabricar vinho. Andou pela Trácia e pela Índia, montado em um carro puxado por panteras e enfeitado com ramos de videira. Quis introduzir seu culto na Grécia depois de voltar triunfalmente da sua expedição à Índia, mas encontrou oposição de alguns príncipes devido ao seu sucesso.

Os antigos pretendiam com o culto a Baco que ele propiciasse uma boa colheita de uvas. O culto era mais sentido no início da primavera e no início do outono. Em ambas oportunidades, faziam-se festas onde não faltava o vinho. As pessoas saiam de um local e iam em grupos de povoado em povoado.

Foi ele quem introduziu em Tébas sua terra natal os Bacanais, era algo levado tão a sério que até os presos eram soltos para participarem dos Bacanais ou Bacanális. Como o vinho era servido em grande quantidade, logo os homens e as mulheres ficavam bastante alegres e desinibidos. As roupas acabavam sendo aos poucos deixadas de lado juntamente com as inibições dando lugar a uma completa satisfação de todos os desejos e ninguém mais era de ninguém.

A orgia que era só etílica passava a ser sexual também.

Por essa razão, hoje se usa a palavra Bacanal para fazer referencia ao sexo grupal. Quem acompanhava as festas era chamado de Bacante. Mas, as verdadeiras Bacantes são também seres mitológicos. Estavam sempre ao lado de Baco servindo-o cegamente. Elas também eram figuras míticas. Sua vida está repleta de lendas.

Os gregos tendem a considerar Baco protetor das belas-artes, mais especialmente do teatro, a partir das representações que faziam ao darem festas em honra ao deus do vinho. Já a Bíblia diz que o vinho, desde o princípio, foi criado para a alegria, e não para a embriaguez. Esse princípio pode ter ocorrido há seis mil anos, desde quando o homem aprendeu a transformar à uva em vinho.

Baco segundo Caravaggio

O hábito de tomar vinho foi se disseminando pelo mundo graças ao estado de bem-estar que ele produz, quando tomado em pequenas doses. Até mesmo pessoas que não bebem regularmente outras bebidas apreciam e reconhecem no vinho uma bebida saudável.

A Igreja elegeu o vinho a bebida que tem a função, durante o ritual da missa, de significar “o sangue de Cristo”. Para os cristãos, o vinho tomado pelo sacerdote durante a missa o santifica e prepara para distribuir a comunhão aos fiéis. O vinho é, portanto uma bebida “bendita”. Para compreender melhor o porque, basta saber como ele feito e quais as propriedades das uvas, seu principal componente.

Aguardem, no próximo capítulo abordaremos “O que é, afinal, o vinho?
 

Enviado por Water Jorge
 
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