Preparação do Peregrino a pé

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17 – TENDINITE. PRIMEIROS SINTOMAS. TIPOS DE TRATAMENTO
Walter Jorge
Mesmo caminhando corretamente, o fato é que iremos percorrer uma média de 30 km por dia, com a mochila nas costas. Aparecer uma tendinite não será coisa do outro mundo ou castigo divino. Caso você procure um médico, ele poderá lhe aconselhar a abandonar o Caminho e voltar para casa para ficar em repouso. Porém, evite seguir este conselho ao pé da letra e preste atenção na sua situação real que você se encontra. Lembre-se que o Caminho de Santiago é um momento completamente diferente de sua vida cotidiana. Assim, você deve proceder de acordo com este momento.

A tendinite e outras distensões musculares são produzidas entre outros motivos por um mal apoio das articulações, em muitas ocasiões, não são mais do que um efeito secundário das bolhas. Ao ter um pé dolorido por alguma inchação, o corpo reage carregando o peso inconscientemente sobre o outro pé. O resultado é que ao cabo de uns quilômetros, uma perna esta fora de circulação pela bolha e a outra por uma tendinite criada por um apoio defeituoso. Se uma articulação começa a doer e uma bolha obriga a forçar o passo, o melhor é parar, aplicar gelo e buscar a origem do problema. Uma bota com cano alto, pode evitar inflamações nos tornozelos.

A tendinite dói e se você não pode resistir a dor, pare de caminhar um ou dois dias para que o problema não se agrave. Procure um médico, explique sua situação e siga suas instruções quanto ao medicamento indicado. Analgésicos e pomadas anti-inflamatória farão parte deste medicamento e serão úteis no inicio da inflamação. As cintas elásticas facilitam a circulação, porém as mesmas devem estar bem colocadas. Um erro freqüente é apertar com elas os dedos e os tornozelos e deixar livre o calcanhar; desta maneira se consegue que a parte sem venda, acumule a inflamação. Para um correto uso da cinta elástica, a mesma deve tapar toda a superfície do pé com uma bandagem em espiga, abrangendo até a raiz dos dedos. Se a dor persiste cada vez que se apoia o pé no chão, a melhor solução é parar e dar-se uns dias de descanso.

Enquanto estiver esperando o momento de retornar a caminhar, aproveite o tempo para meditar sobre aquilo que vem acontecendo durante sua peregrinação, recuperar a energia e colocar seu diário em dia. Normalmente, não é permitido ao peregrino dormir mais de uma noite no mesmo albergue. Fale com o hospitaleiro responsável pelo albergue e verifique a possibilidade de permanecer lá durante sua recuperação. Uma opção interessante para reverter a situação e transformar seu problema em aprendizado é auxiliar o hospitaleiro em suas tarefas de acolhida a outros peregrinos. Você aprenderá bastante com essa experiência e poderá até trocar seu trabalho por uma estadia maior que a de um dia permitida
 

 
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