Lendas e Curiosidades

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A MURALHA DE SANTIAGO DE COMPOSTELA E SUAS PORTAS
Se efetuarmos um passeio pela história, iremos verificar que durante toda a vida do homem sobre o nosso planeta, existiu e existe o desejo de se defenderem contra a incursão de terceiros não só de elementos estranhos a sua comunidade, como também de outros que venham a por em risco a sua sobrevivência.

Temos relatos de fortificações de todos os tipos desde os remotos tempos até os dias de hoje apesar dos tipos de defesas mudarem de acordo com o desenvolvimento da tecnologia, iremos constatar defesas desde a mais simples (como paliçadas e fossos), passando por uma série de etapas até aquelas cuja tecnologia prescinde do contato físico, deixando praticamente toda a superfície do nosso planeta ao alcance do elemento perturbador.

Santiago no século XII

Um grande exemplo é a soberba muralha da China uma das grandes obras da humanidade, foi construída a milhares de anos e da qual podemos contemplar nos nossos dias, grandes trechos como foi concebida e construída.

Um outro exemplo é a muralha da cidade de Jerusalém no tempo de Jesus Cristo, a mesma circundava a cidade, o templo e seus monumentos, bem como contava com uma série de portas que dava acesso ao seu interior, dentre as que conhecem temos: a “Porta Judiciária”, a “Porta Oriental”, a “Porta dos Cavalos”, a “Porta das Águas”, a “Porta das Fontes”, a “Porta das Essências”, a “Porta do Vale”, a “Porta de Efraim ou da Praça”, a “Porta Velha”, a “Porta de Benjamim ou dos Peixes” e a “Porta das Ovelhas (Probática)”.

Como não podia deixar de ser, a cidade de Santiago de Compostela também teve a sua defesa, teve a sua muralha. Para se precaver contra os ataques dos Vikings, um pouco antes do ano de 968, o bispo Sisnando II, reconstruiu com maior solides a primitiva cerca “del Locus Sanctus”, com a finalidade de proteger a Basílica Jacobea, Antealtares, la Corticela e o palácio Arcebispal.

Sisnando II frente a ameaça de uma terceira incursão Viking, acudiu com o seu exercito em defesa de Iria Flavia, vindo a morrer em uma das escaramuças.

Seguindo o traçado da paliçada de Sisnando II, posteriormente o bispo Cresconio (1037-1068), construiu a segunda e última muralha de Compostela, ampliando ligeiramente o seu perímetro. A nova muralha segundo López Alsina, tinha um perímetro de dois quilômetros e era dotada de sete portas de acesso que se denominaram: “A do Camiño”; “Algalia”; “San Francisco”; “Trinidade”; “Faxeira”; “Mámoa” e “Mazarelas”. Correspondente com todos os itinerários de chegada dos peregrinos a Santiago de Compostela.

A Porta del Camiño fazia referência a via empregada pelos peregrinos franceses;
A Porta de Algalia, também conhecida como a da Pena ou de Atalaya, conectava-se com A Coruña que era um dos pontos de desembarque da rota marítima seguida pelos peregrinos britânicos da Idade Média;
A Porta de San Francisco também conhecida pela Porta de Subfrativus;
A Porta de Trinidad, que conduzia a “Finis Terrae” também conhecida como a do Santo Peregrino;
A Porta da Mámoa também se denominava de Porta Sussanis;
A Porta Faxeira, foi um dos acessos utilizados pelos peregrinos Portugueses bem como a Porta de Mazarelas.

O trabalho de Cresconio se completou com a construção de umas torres em frente à fachada ocidental da Igreja Compostelana e de outras conhecidas como Torres de Honesto ou de Oeste, situada na desembocadura do rio Ulla, para prevenir-se das incursões Vikings.

Atualmente apenas a “Porta de Mazarelas” sobreviveu até os nossos dias.

Mapa de Santiago com as suas sete portas


 
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