Lendas e Curiosidades

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MONASTÉRIO DE SANTA MARÍA LA REAL
A origem do Monastério de Santa María la Real é contada através de uma terna e bela lenda. O rei Don Garcia de Nájera, filho de Sancho “o maior”, muito amado no povoado e em toda a comarca, fazia tempo que se encontrava muito preocupado porque os árabes haviam entrado novamente em Calahorra. Passou muitas noites meditando sobre a forma de acabar com aquela marca que o cada certo tempo arrasava o que encontrava em sua passagem, matando o seu povo e enchendo de tristeza os que ficavam.
Monastério de Santa Maria la Real

Numa manhã saiu de casa para caçar com o seu falcão companheiro de aventuras, quando, de pronto, este saiu voando precipitadamente atrás de uma branquíssima pomba que, por sua vez perseguia uma perdiz. Os três perderam-se dentro do que parecia uma gruta. Don Garcia largou instintivamente a arma que carregava sobre o solo e introduziu-se na mesma. Arrastou-se através de um longo corredor escuro que terminava em uma espécie de caverna parcamente iluminada. Qual não foi a sua surpresa, quando viu no mesmo lugar os três animais pousados pacificamente ao lado de uma lamparina acessa, um jarro com lírios brancos frescos, um sino e a imagem da Virgem com uma criança. O rei a princípio não sabia como interpretar o achado. Depois de muito meditar, deduziu que aquele era o presságio de uma vitoria contra o inimigo muçulmano.

Dias mais tarde, uma grande batalha teve lugar e as forças cristãs derrotaram o inimigo. Devido ao fato, o rei Don Garcia mandou construir um Monastério e uma Igreja em honra a Santa María la Real, encomendo-a a uma comunidade religiosa sob a observância de San Isidoro, sobre a mesma gruta donde havia encontrado a imagem.

No ano de 1044, instituiu em honra à jarra sagrada, uma Ordem cavalheiresca que chamou de “Ordem de la Terraza” e que foi a primeira dessas instituições fundada na Europa. O belíssimo Monastério foi consagrado no ano de 1056. Posteriormente ao Monastério agregou-se um hospital para os peregrinos.

Não satisfeito, trouxe as relíquias de São Vicente Mártir e as do Bispo de Tyarazona e São Prudêncio, que estavam depositados no Mosteiro do Monte Laturce e conseguindo que o papa enviasse dois mártires, Vital e Agrócola bem como um pedaço do corpo de Santa Eugênia.

Todos os elementos da lenda: a estatua da Virgem, a lâmpada e o jarro, podemos contemplar no interior da caverna que existe dentro do Monastério.



 
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