Vamos divulgar o Caminho de Santiago?
 
 
Caminho a Finisterra
 
 
Convide a um amigo a visitar este site
Find Hotels 234x60

Por:  Walter Jorge de Oliveira Almeida

Walter no Farol de Finisterra

Introdução

O presente trabalho faz parte de um capítulo referente ao Livro "Caminho de Santiago - AS ROTAS" (em elaboração). Como se aproxima a data 7 de agosto de 2003, data essa festejada naquela região com a realização de uma Peregrinação Internacional, não poderia deixar os leitores sem conhecimento da parte histórica da região, bem como do traçado da mesma. Aproveitamos a oportunidade para solicitar daqueles que vão efetuar a referida caminhada, que nos ajudassem efetuando a correção do que aqui está escrito com referencia ao trajeto, bem como, fornecendo informações outras que venham a ajudar a caminhada dos futuros peregrinos que desejam tomar conhecimento de tão bela região.


História

O Caminho a Finisterra é realizado pelos peregrinos que desejam conhecer o mar e ver o “Fim do Mundo”, ou o “Fim da Terra”, ou também como é chamada “A Costa da Morte”.

A região esta situada nos confins do velho continente em um dos pontos extremos da Europa, é considerado como uma terra mágica, cheia de lendas e tradições que a cada dia se projeta transformando-se em um polo turístico. As pessoas que visitam a região sentem-se encantada pela beleza das paisagens costeiras, pela riqueza do seu patrimônio histórico, pelos seus imponentes faróis, pela magia de suas pedras e como não dizer, pela sua excelente gastronomia.

A idéia da peregrinação pelas terras mais ocidentais da Europa, já estava presente nas crenças dos povos Celtas, que situavam “el Más Allá” em uma ilha do ocidente.

Essas velhas crenças tinham também relação com a viagem que diariamente realizava o sol correndo do oriente para o ocidente, para depois submergir nas águas do oceano e voltar a renascer seguidamente no outro dia. Essas idéia do renascer do sol e da vida, passaram os romanos, sendo mais tarde cristianizados pela religião católica.

Quando nos princípios do século IX, se descobriu o sepulcro do Apostolo Santiago, a Igreja católica deu um sentido cristão a estas velhas idéias de peregrinação, orientando para Compostela cidade que se converteu em um grande foco de atração durante toda a Idade Média. Tradições locais, informa da passagem do Apostolo Santiago pela aquela área, e no século XI já aparece o relato de Duiu referente a translação do corpo.

No meio do século seguinte é fixada a versão definitiva através do Códice Calixtino (livro III). Deste jeito Finisterra fica integrada de forma sólida ao circuito europeu das peregrinações.

Segundo o Códice Calixtino, uma vez desembarcado os discípulos do filho de Zebedeu em Padrón com o corpo do Apóstolo, Lupa rainha daquelas terras, enviou-os a Duiu para que o legado romano lhes concedesse a permissão para enterrar o Apostolo. Este, com intenção de mata-los, encarcerou-os, sendo libertados por um anjo conseguindo fugir. Quando estavam a ponto de serem alcançados pelos soldados que os perseguiam, cruzaram a ponte de Nicraria (identificada como a ponte romana de Nos, hoje sob as águas do enrrocamento da barragem de la Maza), que desaba, providencialmente, ao passar das tropas.

Foi nessa época quando começou a chegarem a Finisterra e Muxía os primeiros peregrinos cristãos, chegada da qual temos conhecimento desde o século XII, através de um documento de doação ao Monasterio de São Xian de Moraímo efetuado pelo rei Alfonso VII, no qual constava alusão a passagem dos peregrinos por essas terras.

Monumento

Nos séculos posteriores existem vários testemunhos de peregrinos que se acercaram da Finisterra Galega. A situação dos Hospitais de acolhida dos caminhantes também é outro dado que nos confirma a existência de uma Rota Jacobea que partindo de Santiago chegava a Finisterra e Muxía.

Visitar a Costa da Morte significa chegar ao fim de um velho caminho de peregrinação pelas terras mais ocidentais da Europa, seguido por milhares de pessoas ao largo de muitos anos, para encontrar-se com o renascer da vida, com velhos cultos pagões e os elementos da natureza, que aqui se manifesta com todo o seu esplendor: a água, o sol e as pedras; que cristianizada mais tarde, deram, origem a concorridos santuários como o da Virxe da Barca, o Cristo de Finisterra, ambos relacionados com a Rota Jacobea.

Os Caminhos

Muitos são os caminhos que levam a Costa da Morte, os mais importantes partem das cidades próximas, “A Coruña” e “Santiago”.

Os que visitam a região proveniente de “A Coruña”, uma vez que chegam a Carballo, podem escolher a rota costeira ou continuando pela carreteira C-552 até Vimianzo e Finisterra.

Desde a cidade do Apostolo “Santiago de Compostela” existem 3 entradas: a de Santa Comba, Zas e Baio; a de Negreira, Brandomil e Baíñas; e o do Caminho Jacobeo, Negreira, Maroñas e Hospital.. Por último temos o Caminho costeiro do sul que desde Muros chega a Cee.

A Rota Jacobea de Finisterra e Muxía, compreende um percurso de aproximadamente 104 quilômetros, divididos em quatro etapas:

1ª - Santiago – Negreira 20 km
2ª - Negreira – Oliveiroa 34 km
3ª - Oliveiroa – Finisterra 30 km
4ª - Finisterra – Muxía 20 km

Além das quatro etapas acima citadas, temos também a denominada Rota Muxiana, de 22 quilômetros, é uma variante que podemos tomar apos chegarmos ao alto do Hospital. Todo esse caminho Jacobeo está sinalizado com marcas de granito que levam incrustado o símbolo Jacobeo.

Cada ano a “Asociación Neria (Costa da Morte)” e a “Asociación Galega de Amigos de Camiño de Santiago”, organizam uma peregrinação por esta rota que nos leva ao chamado “Fim da Terra”. A referida peregrinação é realizada sempre no primeiro fim de semana do mês de agosto (que permita incluir Quinta, Sexta, Sábado e Domingo), é uma verdadeira festa.

Para o ano em curso, esta programado a “VII Peregrinación Internacional a Finisterra y Muxía”. A mesma terá início no dia 7 de agosto de 2003 para o primeiro trecho; 8 de agosto o segundo trecho; 9 de agosto o terceiro trecho até Finisterra e finalmente no dia 10 de agosto o trecho entre Finisterra e Muxía.

Quanto aos albergues existentes ao longo das diversas etapas, no momento estão em funcionamento o de Finisterra, o de Nogreira e o de Olveiros. Estão em projeto um em Muxía e outro em Corcubión.

Para maiores detalhes sobre os albergues e acomodações outras, sugerimos consultar neste site, a página de “Hospedagens”.

Walter no Porto de Finisterra
Telefones Úteis
Prefeituras
Tefefone
Fax
Cabana 981/754.020 981/754.229
Carnota 981/857.251 981/857.251
Cee 981/745.100 981/746.757
Concubión 981/745.400 981/747.100
Dumbría 981/744.001 981/744.031
Finisterra 981/740.001 981/740.677
Laxe 981/706.903 981/728.025
Mazaricos 981/852.017 981/852.217
Muxía 981/742.117 981/742.298
Zas 981/708.303 981/751.142
Incendios Florestais 085  
Hospital de CEE 981/706.010  
SOS Galicia 900/444.222
 

Elaborado por Walter Jorge    
 

Produced and designed by
W7 - Produção e Design
Copyright © 1996 - 2003   -   José Roberto Pinto de Almeida. Versão em inglês por Glaucia Costa da Silva e revisada por Roger Pinheiro.Versão em espanhol por Jose Roberto Pinto de Almeida, com revisão de Guillermo Fernández Carrión.