Diário da Peregrinação

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22º. dia - 30/09 - PONFERRADA - (sábado)
Luiz Felipe
Ponferrada – castelo templário, séc. XII

Saí de RABANAL às 08 h e 10 min . O tempo estava ameaçador, mas ainda não chovia. Um arco-íris apontou no horizonte. Iniciei a subida do monte IRAGO. À medida que subia, as nuvens se adensavam e se tornavam mais escuras. Um forte vento começou e logo veio a chuva, obrigando-me a colocar a capa (os protetores de perna, por precaução, já os tinha posto antes de sair) .

A subida do monte IRAGO foi extremamente dura. Forte vento contrário, acompanhado de chuva e serração, fez com que a sensação térmica baixasse para alguma coisa inferior a CINCO graus. Minha mão direita, que levava para fora da capa, conduzindo o cajado, quase perdeu a sensibilidade, obrigando-me a trocar o cajado de mão e abrigá-la.

A aproximação da famosa cidade abandonada de FONCEBADON não poderia ser mais tétrica. O clima compôs com aquelas ruínas um cenário que extrapola a imaginação. Se havia cães ferozes em FONCEBADON (como fala Sérgio Reis e, ao que parece, Paulo Coelho), estavam escondidos do mau tempo.

Lamentavelmente, não pude tirar qualquer fotografia desse momento, pela óbvia razão de que a chuva não permitia o uso de máquina fotográfica.

Somente um pouco além de FONCEBADON é que a chuva fez um intervalo, permitindo que fotografasse a CRUZ DE FERRO, em meio à neblina .

A própria natureza contribuiu para dar àquela zona um aspecto terrificante. É que existe ali uma vegetação de savana, em boa parte queimada.

Ultrapassada a CRUZ DE FERRO (em cuja base coloquei uma pequena pedra), inicia-se a descida do monte IRAGO, que também não é fácil, havendo vários trechos com fortes declives e pedras soltas.

Na metade do percurso, passei por EL ACEBO, simpático povoado de ambientação medieval, onde almocei.

Já mais próximo de PONFERRADA está MOLINASSECA, um povoado um pouco maior, muito típico, interessante de conhecer.

Finalmente, já passadas as 17 horas, cheguei a PONFERRADA, onde, embora o enorme cansaço, ainda visitei, de passagem, o CASTELO TEMPLÁRIO, onde aquela ordem de monges-cavaleiros medievais tinha sua sede nesta região, entre os séculos XII e XV.

Durante todo o percurso do dia, a chuva (embora bastante reduzida depois de FONCEBADON) se fez presente, de forma intermitente, obrigando-me a retirar e recolocar a capa por três vezes.

Em PONFERRADA estou hospedado no HOTEL MADRID.

 
Enviado por Luiz Felipe
 
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