Artigos Peregrinos

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Do peregrino como arma
Lobo

Peregrinos, a guerra aproxima-se, é a hora de fazerem valer o que aprenderam com a Viagem, com o bem que inspiraram. É a hora de exalar.
De a utilidade ganhar o lugar de discussões espúrias e passos hesitantes. Sejam a conquista.

Como o bem se exalta...
Quando, oriental, surge a turba dos sentidos.
Tão humanos que causamos dó...
Das trincheiras à tribo de que nos julgamos carisma.
Sonhámo-nos possuídos de um deus alado,
épicos nos ansiamos.
Rastejamos, ociosos, pelas esquinas de lembranças,
pelo mar de remorso viajaremos, por inúmeros passeantes corpos
que de nós recordam o cheiro, um arfar, uma lenta investida.
Um dormir a dois sonhos.
Com gritos guerreiros partimos em silêncio.
Retiraram-se os cavaleiros...
Cobriram-se de vida para a emudecer, montanha de sedimentos.
Em singular momento a devolvem às entranhas, grão a grão, rochedo a rochedo,
calando a bravura e o medo, reconquistando o elmo.
Nascendo e sucedendo ao reinado, dando-lhe um final eufórico.
Desde as magias seladasque o abismo se comporta como um fiel aliado dos últimos dias.
Nada o detém, nulo se detém...
Dos dias alheado, ruge, dolente, à queda constante das cortinas e muros vocais.
Estranhos dias estes, em que os homens desenham a crença, fantasmas de conhecimento,
prisioneiros de viagens.
Esvoaçam para longe espantados, em debandada, confundidos, colidindo,
não cedendo a passagem.
A fuga dos espíritos acossados pelos templos, tentando a captura, muita fúria, certamente.
À descendência propomos nomear os seres vivos, nos claustros da memória, longe dos dias recentes.
Carregando o pensamento, rosto em encanto renovado, o abandono do humano...
Já não tememos os cães que farejam, sopramos e afastam-se.
Caminhamos agora no halo do pavor.

Lobo - Sintra

 
Enviado por Lobo
 
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