Artigos Peregrinos

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Estórias do começo e do fim do CS
Meireles
Estórias do começo do CS

Era domingo, 23 de maio, dia de Festa em Roncesvales, era dia de Nossa Senhora de Roncesvales, a padroeira do país basco espanhol e durante todo o mês de Maio, os pueblos rendem suas homenagens a mãe protetora.

Mas no dia da padroeira a festa é ruidosa, há uma procissão tradicionalissima, existe um clima de festa no ar, e parece que todos do local suam fé, transpira um sentimento de sincera devoção.

O peregrino assiste a missa das 08, haviam apenas 3 peregrinos, que chegaram tarde dia anterior, benditos partiram. Mas não pode partir, algo o retém, fica apreciando o movimento aumentar minuto a minuto. No espírito local, assiste a missa do meio dia, com um coral maravilhoso de crianças. Serão crianças ou anjos disfarçados? Não sabe a resposta da indagação.

Acabada a cerimônia, decide acompanhar a movimentação local, uns vão para as fotos do álbum de família, outros entram no museo ao lado da igreja, segue-os como formiga perdida.

Neste momento acontece o impensável, vê um PC no local (PC não é personal computer para este peregrino, é Paralítico Cerebral, alguém que sofreu de anoxia no parto) e acompanha-o com os olhos para onde que o garoto fosse.

Descoberta, ele era o líder de um grupo de umas dez pessoas, organizando-os, indicando o que fazer e como fazer, dois deles eram idosos. Não demora a perceber que os outros oito eram cegos, e o PC (desculpe, mas não guardei o nome deste campeão).

O insólito acontece, a insensibilidade está presente no caminho de Santiago, lá no museo esta a prova, na forma da atendente. Explica ao líder do grupo, se conseguir reunir 12 pessoas, o ingresso que era de 150 pesetas custaria 100 pesetas para cada um.

O peregrino sai sem entender nada, talvez você sinta o mesmo agora. Começou a fitar os Pirineus que não subiu, frustrado, angustiado espera sobre uma fina nevoa, a neblina aumenta, chuvisca um pouco, aumenta a sua melancolia.

A tardinha chega um táxi, um casal simpático com uma mochila, de repente faz sol no horizonte daquele que se torna peregrino...

A noite em jubilo após a sua terceira missa, mas a sua missa de bendicao parte para o jantar. Zé Maria, do hostal onde estava hospedado, assenta-se para um dedo de prosa e feliz pela mochila, quantos telefonemas ele fez para o amigo, conversam sobre o dia e estranhamente se fala no Brasil, será porque o peregrino era de la? Não sei.

Contou que uma peregrina marcante que se hospedara era brasileira, uma cantante famosa por seus cabelos coloridos, mas para ele, por levar cacahuetes e mais cacahuetes lhe daria energia, dizia inconformado, não sabe ela que aqui temos cacahuetes??

E disse-lhe que não estranhasse os brasileiros, pois depois daquele dia, consideraria os bascos, o povo mais louco do mundo e ele me fitou nos olhos e disse a queima roupa: Porque?

Oras José, eu nunca vi em outro lugar do mundo, cobrar de cegos 150 ptas para ver um museo, e o cumulo da insensibilidade é que se arrumassem um grupo de 12, poderiam ter desconto de 50 ptas para verem o museo, insistia a atendente no verbo VER, será que ela não via que eles não enxergavam??

Continua o peregrino, o único que tinha bom senso naquele quadro digno de Dali era o PC que alem de liderar a todos sobre sua vizinhança ainda recomendou irem a outras dependências, descrevi-lhe o garoto.

Ria o José, como ria o José, talvez pelo trágico da cena?

Não, é porque aquele Paralítico Cerebral era o seu primo, era também campeão Olímpico Espanhol, nas para-Olimpiadas de Pessoas Portadoras de Deficiências (Minus Validos), que apesar de suas limitações (??) era orgulho de seu pueblo e que a maioria dos visitantes também o eram da freguesia, as crianças (anjos??), os cegos (quem era cego mesmo??) , os velhos e todos que não se preocupavam com eles, porque ali havia um Campeão!

Estórias do final do Caminho

Era tarde de uma Quinta-feira, chega ao Barajas e agora queda poco para rever a esposa, os filhos e a família, algumas horas o separam do regresso.

Abobalhado, sem o que fazer, fica vendo o girar do quadro de partidas e chegadas, esperando, sem saber que um dia se recordaria daqueles momentos de partidas, de partidas, aguardando a vinda, vê anunciado o seu portão e lá vai ele, passo a passo...

Encontra outro brasileiro, e logo se apercebe que quase todos serão brasileiros naquela bela nave, mas aquele era especial, era peregrino, compartilham as ultimas lembranças do Caminho em Espanha.

O amigo era de Jundiaí, falante, impulsivo e compulsivamente falava, digno descendente de italianos. Feliz porque nos últimos cinco dias de Compostela, sempre almoçou no Parador, contava vantagem da fartura e qualidade e do tratamento especial.

Mas isto não tocava ao outro peregrino que via o entusiasmo de um caminho que não fora o seu. Compartilhou que também naqueles momentos que ele aguardava na fila do restaurante, estava ele na Catedral, assistindo uma de suas cinco missas de peregrinos, uma mais especial que a outra, uma mais reveladora e tocante que a anterior. Entendeu também que há muitos caminhos no CS, respeitou o novo companheiro de andanças por suas escolhas.

No compartilhar, um deles contou que a missa que mais tocou, foi quando viu um adulto em "Silas de Ruedas" fazendo o discurso do dia. É Impensável em sua pátria o acesso de uma cadeira de rodas em uma igreja, menos ainda, um Paralítico Cerebral estar fazendo leitura de um discurso. Conhecem as escadarias das igrejas? Conhecemos. O acesso a cadeira e ao deficiente? Em muitos templos são de inexistentes, pelo menos em minha comarca.

Estranhamente, a platéia aguardou, escutava com admiração aquele que dizia que seu povoado fica no Caminho, mas que ele não poderia jamais faze-lo a pé, porque muitos seriam seus obstáculos. Que admirava cada um daqueles que ouviam suas palavras, pois ele se via andando pelos pés daqueles que iam a Compostela por ele, pela janela admirava cada um dos peregrinos que partiam em busca de sua Jerusalém Celestial (epa, não estamos na França) em busca do abraço do Grande Amigo Tiago.

Desnecessário dizer que cada palavra era balbuciada, pronunciada vagarosamente, mesmo assim, não houve sensação de desconforto, reinava a paz no templo, verdadeiro símbolo de fraternidade e de respeito as desigualdades que nos unem em nossa Humanidade.

No que contestou ao José, o amigo de Jundiaí, saiba que durante minhas andanças, encontrei varias vezes com uma cega que fez o caminho até o final. Mas como pergunta o José? É simples, ninguém a ajudava, porque ela não precisa, a peregrina só pedia para quem estivesse por perto, pusesse um sininho preso a mochila e ela ia no embalar das badaladas.

São contos do caminho, se as estórias são verdades ou não, o que importa? a estória tem o compromisso de ser bem contada, dizia um matuto que se dedicou a escrever livros.
 

Adendo

DICAS QUANDO VOCÊ ENCONTRAR UMA PESSOA COM DEFICIÊNCIA


Faça isso e você verá o quanto é importante e enriquecedor aprendermos a conviver com a diversidade!
 
Muitas pessoas não deficientes ficam confusas quando encontram uma pessoa com deficiência. Isso é natural. Todos nós podemos nos sentir desconfortáveis diante do "diferente".
 
Esse desconforto diminui e pode até mesmo desaparecer quando existem muitas oportunidades de convivência entre pessoas deficientes e não-deficientes.
 
Não faça de conta que a deficiência não existe. Se você se relacionar com uma pessoa deficiente como se ela não tivesse uma deficiência, você vai estar ignorando uma característica muito importante dela. Dessa forma, você não estará se relacionando com ela, mas com outra pessoa, uma que você inventou, que não é real.
 
Aceite a deficiência. Ela existe e você precisa levá-la na sua devida consideração. Não subestime as possibilidades, nem superestime as dificuldades e vice-versa.
 
As pessoas com deficiência têm o direito, podem e querem tomar suas próprias decisões e assumir a responsabilidade por suas escolhas.
 
Ter uma deficiência não faz com que uma pessoa seja melhor ou pior do que uma pessoa não deficiente.
 
Provavelmente, por causa da deficiência, essa pessoa pode ter dificuldade para realizar algumas atividades e, por outro lado, poderá ter extrema habilidade para fazer outras coisas. Exatamente como todo mundo.
 
A maioria das pessoas com deficiência não se importa de responder perguntas, principalmente aquelas feitas por crianças, a respeito da sua deficiência e como ela realiza algumas tarefas. Mas, se você não tem muita intimidade com a pessoa, evite fazer muitas perguntas muito íntimas.
 
Quando quiser alguma informação de uma pessoa deficiente, dirija-se diretamente a ela e não a seus acompanhantes ou intérpretes.
 
Sempre que quiser ajudar, ofereça ajuda. Sempre espere sua oferta ser aceita, antes de ajudar. Sempre pergunte a forma mais adequada para fazê-lo.
 
Mas não se ofenda se seu oferecimento for recusado. Pois, nem sempre, as pessoas com deficiência precisam de auxílio. Às vezes, uma determinada atividade pode ser mais bem desenvolvida sem assistência.
 
Se você não se sentir confortável ou seguro para fazer alguma coisa solicitada por uma pessoa deficiente, sinta-se livre para recusar. Neste caso, seria conveniente procurar outra pessoa que possa ajudar.
 
As pessoas com deficiência são pessoas como você. Têm os mesmos direitos, os mesmos sentimentos, os mesmos receios, os mesmos sonhos.
 
Você não deve ter receio de fazer ou dizer alguma coisa errada. Aja com naturalidade e tudo vai dar certo.
 
Se ocorrer alguma situação embaraçosa, uma boa dose de delicadeza, sinceridade e bom humor nunca falham.
 
 
PESSOAS CEGAS OU COM DEFICIÊNCIA VISUAL
 
Nem sempre as pessoas cegas ou com deficiência visual precisam de ajuda, mas se encontrar alguma que pareça estar em dificuldades, identifique-se, faça-a perceber que você está falando com ela e ofereça seu auxílio. Nunca ajude sem perguntar antes como deve fazê-lo.
 
Caso sua ajuda como guia seja aceita, coloque a mão da pessoa no seu cotovelo dobrado. Ela irá acompanhar o movimento do seu corpo enquanto você vai andando.
 
É sempre bom você avisar, antecipadamente, a existência de degraus, pisos escorregadios, buracos e obstáculos em geral durante o trajeto.
 
Num corredor estreito, por onde só é possível passar uma pessoa, coloque o seu braço para trás, de modo que a pessoa cega possa continuar seguindo você.
 
Para ajudar uma pessoa cega a sentar-se, você deve guiá-la até a cadeira e colocar a mão dela sobre o encosto da cadeira, informando se esta tem braço ou não. Deixe que a pessoa sente-se sozinha.
 
Ao explicar direções para uma pessoa cega, seja o mais claro e específico possível, de preferência, indique as distâncias em metros ("uns vinte metros a sua frente").
 
Algumas pessoas, sem perceber, falam em tom de voz mais alto quando conversam com pessoas cegas. A menos que a pessoa tenha, também, uma deficiência auditiva que justifique isso, não faz nenhum sentido gritar. Fale em tom de voz normal.
 
Por mais tentador que seja acariciar um cão-guia, lembre-se de que esses cães têm a responsabilidade de guiar um dono que não enxerga. O cão nunca deve ser distraído do seu dever de guia.
 
As pessoas cegas ou com visão subnormal são como você, só que não enxergam. Trate-as com o mesmo respeito e consideração que você trata todas as pessoas.
 
No convívio social ou profissional, não exclua as pessoas com deficiência visual das atividades normais. Deixe que elas decidam como podem ou querem participar.
 
Proporcione às pessoas cegas ou com deficiência visual a mesma chance que você tem de ter sucesso ou de falhar.
 
Fique a vontade para usar palavras como "veja" e "olhe". As pessoas cegas às usam com naturalidade.
 
Quando for embora, avise sempre o deficiente visual.
 

PESSOAS COM DEFICIÊNCIA FÍSICA
 
É importante saber que para uma pessoa sentada é incômodo ficar olhando para cima por muito tempo, portanto, ao conversar por mais tempo que alguns minutos com uma pessoa que usa cadeira de rodas, se for possível, lembre-se de sentar, para que você e ela fiquem com os olhos no mesmo nível.
 
A cadeira de rodas (assim como as bengalas e muletas) é parte do espaço corporal da pessoa, quase uma extensão do seu corpo. Agarrar ou apoiar-se na cadeira de rodas é como agarrar ou apoiar-se numa pessoa sentada numa cadeira comum. Isso muitas vezes é simpático, se vocês forem amigos, mas não deve ser feito se vocês não se conhecem.
 
Nunca movimente a cadeira de rodas sem antes pedir permissão para a pessoa.
 
Empurrar uma pessoa em cadeira de rodas não é como empurrar um carrinho de supermercado. Quando estiver empurrando uma pessoa sentada numa cadeira de rodas e parar para conversar com alguém, lembre-se de virar a cadeira de frente para que a pessoa também possa participar da conversa.
 
Ao empurrar uma pessoa em cadeira de rodas, faça-o com cuidado. Preste atenção para não bater nas pessoas que caminham à frente. Para subir degraus, incline a cadeira para trás para levantar as rodinhas da frente e apoiá-las sobre a elevação. Para descer um degrau, é mais seguro fazê-lo de marcha à ré, sempre apoiando para que a descida seja sem solavancos. Para subir ou descer mais de um degrau em seqüência, será melhor pedir a ajuda de mais uma pessoa.
 
Se você estiver acompanhando uma pessoa deficiente que anda devagar, com auxílio ou não de aparelhos ou bengalas, procure acompanhar o passo dela.
 
Mantenha as muletas ou bengalas sempre próximas à pessoa deficiente.
 
Se achar que ela está em dificuldades, ofereça ajuda e, caso seja aceita, pergunte como deve fazê-lo. As pessoas têm suas técnicas pessoais para subir escadas, por exemplo, e, às vezes, uma tentativa de ajuda inadequada pode até mesmo atrapalhar. Outras vezes, a ajuda é essencial. Pergunte e saberá como agir e não se ofenda se a ajuda for recusada.
 
Se você presenciar um tombo de uma pessoa com deficiência, ofereça ajuda imediatamente. Mas nunca ajude sem perguntar se e como deve fazê-lo.
 
Esteja atento para a existência de barreiras arquitetônicas quando for escolher uma casa, restaurante, teatro ou qualquer outro local que queira visitar com uma pessoa com deficiência física.
 
Pessoas com paralisia cerebral podem ter dificuldades para andar, podem fazer movimentos involuntários com pernas e braços e podem apresentar expressões estranhas no rosto. Não se intimide com isso. São pessoas comuns como você. Geralmente, têm inteligência normal ou, às vezes, até acima da média.
 
Se a pessoa tiver dificuldade na fala e você não compreender imediatamente o que ela está dizendo, peça para que repita. Pessoas com dificuldades desse tipo não se incomodam de repetir se necessário para que se façam entender.
 
Não se acanhe em usar palavras como "andar" e "correr". As pessoas com deficiência física empregam naturalmente essas mesmas palavras.
 
Quando você encontrar um Paralisado Cerebral, lembre-se que ele tem necessidades específicas, por causa de suas diferenças individuais. Para lidar com esta pessoa, temos as seguintes sugestões:
* É muito importante respeitar o ritmo do PC, usualmente ele é mais vagaroso no  que faz, como andar, falar, pegar as coisas, etc.
* Tenha paciência ao ouvi-lo, a maioria tem dificuldade na fala. Há pessoas que confundem esta dificuldade e o ritmo lento com deficiência mental.
* Não trate o PC como uma criança ou incapaz.
* Lembre-se que o PC não é um portador de doença grave ou contagiosa, a paralisia cerebral é fruto da lesão cerebral, ocasionada antes, durante ou após o nascimento, causando desordem sobre os controles dos músculos do corpo. Portanto, não é doença e tampouco transmissível. É uma situação.
 
Trate a pessoa com deficiência com a mesma consideração e respeito que você usa com as demais pessoas.

PESSOAS SURDAS OU COM DEFICIÊNCIA AUDITIVA
 
Não é correto dizer que alguém é surdo-mudo. Muitas pessoas surdas não falam porque não aprenderam a falar. Muitas fazem a leitura labial, outras não.
 
Quando quiser falar com uma pessoa surda, se ela não estiver prestando atenção em você, acene para ela ou toque, levemente, em seu braço.
 
Quando estiver conversando com uma pessoa surda, fale de maneira clara, pronunciando bem as palavras, mas não exagere. Use a sua velocidade normal, a não ser que lhe peçam para falar mais devagar.
 
Use um tom normal de voz, a não ser que lhe peçam para falar mais alto. Gritar nunca adianta.
 
Fale diretamente com a pessoa, não de lado ou atrás dela.
 
Faça com que a sua boca esteja bem visível. Gesticular ou segurar algo em frente à boca torna impossível a leitura labial. Usar bigode também atrapalha.
 
Quando falar com uma pessoa surda, tente ficar num lugar iluminado. Evite ficar contra a luz (de uma janela, por exemplo), pois isso dificulta ver o seu rosto.
 
Se você souber alguma linguagem de sinais, tente usá-la. Se a pessoa surda tiver dificuldade em entender, avisará. De modo geral, suas tentativas serão apreciadas e estimuladas.
 
Seja expressivo ao falar. Como as pessoas surdas não podem ouvir mudanças sutis de tom de voz que indicam sentimentos de alegria, tristeza, sarcasmo ou seriedade, as expressões faciais, os gestos e o movimento do seu corpo serão excelentes indicações do que você quer dizer.
 
Enquanto estiver conversando, mantenha sempre contato visual, se você desviar o olhar, a pessoa surda pode achar que a conversa terminou.
 
Nem sempre a pessoa surda tem uma boa dicção. Se tiver dificuldade para compreender o que ela está dizendo, não se acanhe em pedir para que repita. Geralmente, as pessoas surdas não se incomodam de repetir quantas vezes for preciso para que sejam entendidas.
 
Se for necessário, comunique-se através de bilhetes. O importante é se comunicar. O método não é tão importante.
 
Quando a pessoa surda estiver acompanhada de um intérprete, dirija-se à pessoa surda, não ao intérprete.
 
Algumas pessoas mudas preferem a comunicação escrita, algumas usam linguagem em código e outras preferem códigos próprios. Estes métodos podem ser lentos, requerem paciência e concentração. Talvez você tenha que se encarregar de grande parte da conversa.
 
Tente lembrar que a comunicação é importante. Você pode ir tentando com perguntas cuja resposta seja sim/não. Se possível ajude a pessoa muda a encontrar a palavra certa, assim ela não precisará de tanto esforço para passar sua mensagem. Mas não fique ansioso, pois isso pode atrapalhar sua conversa.
 

PESSOAS COM DEFICIÊNCIA MENTAL
 
Você deve agir naturalmente ao dirigir-se a uma pessoa com deficiência mental.
 
Trate-as com respeito e consideração. Se for uma criança, trate como criança. Se for adolescente, trate-a como adolescente. Se for uma pessoa adulta, trate-a como tal.
 
Não as ignore. Cumprimente e despeça-se delas normalmente, como faria com qualquer pessoa.
 
Dê atenção a elas, converse e vai ver como será divertido. Seja natural, diga palavras amistosas.
 
Não superproteja. Deixe que ela faça ou tente fazer sozinha tudo o que puder. Ajude apenas quando for realmente necessário.
 
Não subestime sua inteligência. As pessoas com deficiência mental levam mais tempo para aprender, mas podem adquirir muitas habilidades intelectuais e sociais.
 
Lembre-se: o respeito está em primeiro lugar e só existe quando há troca de idéias, informações e vontades. Por maior que seja a deficiência, lembre-se da eficiência da pessoa que ali está.
 
As pessoas com deficiência mental, geralmente, são muito carinhosas. Deficiência mental não deve ser confundida com doença mental.
 
Enviado por Jose Meireles
 
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