Artigos Peregrinos

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O cão de Belorado e os de Foncebadon
José Meireles
O cão de Belorado

Na saída de Belorado pela carreteira, se passa uma ponte medieval anda até chega-se a um posto da Cruz Vermelha, naquele ponto, um peregrino, diariamente é abordado por um cão. Não me pergunte o critério de escolha, o cão acompanhará o andarilho até São Juan de Ortega. Regressará a Beldorado e no outro dia escolherá outro acompanhante. Não se preocupem é um cãozinho pequeno e é uma boa companhia e nada que faça o fará desistir. Eu sei, porque na Segunda-feira eu fui o escolhido e me parece que o Roberto (Visçosa) e o Marcos (Campinas) foram os eleitos do dia anterior...

Só uma coisa, prestem atenção nas setas amarelas, o cão sabe o caminho, mas se você errá-lo o cão na irá latir avisando do engano (sei disto por experiência própria...)

Os cães de Foncebadon

Quando passei por Foncebadon veio a mente o velho estigma do lugar. Os cães, que ao contrario do de Belorado, costumam ser de porte avantajado. E realmente são. Naquele dia me deparei com um filhotinho e outro imenso, de botar medo.

Entretanto, não tive qualquer medo ou pânico e curiosamente a poucos metros a frente havia um peregrino espanhol, que por cautela havia pego uma pedra imensa , a qual foi jogada na saída da cidade, sem o uso para qual foi coletada.

Foncebadon embora deserta, tem todas as características de habitada. Casas com mostradores de eletricidade, ruas com esterco de animais. E em breve haverá bares e refugio no local, assim sendo, usufruam da lenda do lugar, pois um dia irá acabar pela reurbanizacao do local.

Tenho certeza que se houver qualquer ameaça a integridade de qualquer peregrino por conta de cachorros, as autoridades locais neutralizariam o perigo, seja naquele ou em outro trecho qualquer do caminho.
Enviado por José Meireles
 
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