Albergue de Peregrinos
Notícias, novidades, artigos, relatos, diretamente da Espanha

Convide a um amigo a visitar este site
 
 
Simbolismo do Caminho
Acácio da Paz

O que tem em Compostela ? O que tem em Santiago ? O que tem em todo o Caminho em sí, que faz possível que neste século de materializaçáo, de descrenças , e nestes momentos em que preferem-se as coisas mais concretas e práticas . seguem-se mantendo esta devoçáo de tanta gente ao Caminho .? Qual é seu mistério ou mistérios ?

Pela análise do nome Santiago de Compostela : A palavra Compostela nos oferece várias denominaçóes como todos já sabemos. “ Campo das estrelas ” fazendo referência a luminosidade , as estrelas que estáo sobre a Tumba do Santo .

Outras explicaçóes do nome surge do latim “compositum”, cemitério ; e dado que ali mesmo se encontrou um Santo , faz de Compostela um cemitério sagrado .

Outra possibilidade que poucos conhecem é de fazer derivar-se ao nome término alquímico “ compost “; ao realizar a Gran Obra , ao trabalhar no calderáo mágico sobre um composto e quando se apresenta uma “ estrela ”; era quando a Obra estava bem realizada.

E ainda podemos citar uma outra versáo; segundo a qual Compostela poderia derivar-se de “ Compos ” que significa em línguas antigas “ Maestro “ assim Compostela significaria MAESTRO DAS ESTRELAS .

Energias cósmicas e terrestres

Todo o Caminho de Santiago, náo faz mais que reflexar na terra um milagre muito maior que se dá no céu . Assim como a via Láctea desenha um traço estrelar , pretendem com o Caminho de Santiago possa reproduzir esse traço para os homens na terra . assim como a Via Láctea desemboca na Constelaçáo do “ Can Maior “ como vimos antes (no Estudo Jogo da Oca ); assim como no Caminho de Santiago, o que precede ao Santo que vai chegar ao montículo sagrado , é o cáo. . Assim como era conhecida a Via Láctea como o Arco Iris do Deus Lug para os Celtas , também em todo o Caminho de Santiago há uma mitologia misturada com este Deus Lug, que é as vezes Lobo , semelhante ao Cáo e as vezes Corvo ( a ave mensageira ).

Desde épocas remotas, o homem teve consciência de que existem na terra pontos de energia especial. Da mesma forma que nosso corpo apresenta pontos em os que podemos medir pulso vital, também encontra-se a mesma coisa na terra, como grande corpo vivo, tem lugares onde o pulso vital interno, as forças telúricas, latem com muitíssima mais força . Aproveitando estes pontos, na antiguidade acostumavam a marcar caminhos que eram como as veias e artérias que por as que circulava nosso sangue. Desta forma, o homem que passava por estes caminhos a fá de moverse por um misticismo ou por chegar há alguma meta, também ia tocando pontos vitais desconhecidos ainda por cada um.

Talvez um dos símbolos mais antigo a cruz seja aquele na qual se simplifica e se une a esta força horizontal que une pontos vitais da terra , e a outra força vertical que , vindo das estrelas , irradia também energia sobre a terra . Aqui nos encontramos com o ponto central da cruz , donde se pode descansar um templo .

É curioso comprovar que generalmente donde há catedrais , templos , ou lugares que promoven peregrinaçóes ao largo do tempo , náo existe somente um templo , se náo que a medida que se escassa , aparecem mais antigas construçóes e generalmente o fundo das escavaçóes coincidem com poços sagrados ou covas sagradas. Compostela por sua vez náo és uma excessáo, porque a vista está a catedral mais velha , outra mais velha ainda resta de um templo romano um poço dos Celtas .

Evidentemente , o fato de elegir um lugar para levantar um templo , obedece talvez a esse segredo ; as forças telúricas e as forças estrelares combinadas. Este é caso específico de Compostela e também o caso do Caminho que foi considerado sempre como sagrado .

As dúvidas ? As perguntas ?

Quem traçou o Caminho ?

Se estes caminhos coincidem com paralelos que marcam rotas especiais de energia na Terra , a pergunta é guase inevitável : Quem traçou estes caminhos ? Quem escolheu estes caminhos que sáo mais antigos que o Caminho Cristáo de Santiago ? Porque quando as peregrinaçóes de Santiago começaram, este Caminho já estava feito ? Porque quando no séc.IX se encontra Santiago o Maior , todas as cidades já tinham nomes de “ estrela ”, de lobo , de oca ou de corvo . ? Quem teve a habilidade fantástica de poder determinar um caminho sobre um paralelo terrestre guase sem ninhum erro ? Quem pode reunir tantos simbolismos que reflexam em todos ; os homens que já passaram por este sendero ?

Os investigadores encontraram uma série de elementos interessantes; a maior parte dos símbolos destes caminhos que váo assim à Oeste , assim ao mar ; sáo símbolos marinos. A concha de Santiago é um símbolo marino. Desde épocas legendárias, entre os celtas e pre-celtas, existe um símbolo sagrado , de recolhimento próprio , de confrarias e hermandades: é o símbolo da Oca ou do ganso , especialmente a pata da Oca ou do Ganso . O caminho das Estrelas coincide com o Caminho da Oca , origem do Jogo laberíntico da Oca .

O Laberinto

Um dos princípios que albergavam estes antigos povoados, era correspondente ao símbolo do laberinto, em outras palavras, ao do Caminho.

O que é o laberinto, que náo seja um caminho ? Talvez o mais conhecido é o da antiga Grécia , O Laberinto de Creta, o qual era táo fácil sair . Mas náo existe um povoado que náo tenha um laberinto.

Como símbolo de Caminho é o que obriga o homem a mover-se, o que faz arrancar do estatismo , é um símbolo de revoluçáo interna e iniciaçáo. Todas as civilizaçóes que pretendiam fazer crescer o homem , o obrigavam a dar este primeiro passo , a transitar um Caminho , um laberinto, a vencer uma série de provas .

O Caminho de Santiago, náo podemos dizer que é um Laberinto. Como tramo guase reto que vai desde Jaca até Compostela, está inscrito em um enorme e duplo laberinto que tem uma metade em França e a outra metade na Espanha, com todo um conjunto de cidade que respondem ao princípio do laberinto por seu nome , e que respondem aos princípios do Deus Lug ou do Corvo . Este símbolo do Laberinto nos permite ver que o Caminho de Santiago tinha algo mais além que o simples chegar até ao final , Compostela. Náo era táo importante chegar a Compostela como fazer o Caminho ; era importantíssimo estar no Caminho , vencer as provas . E táo pouco sáo casualidades os sete portos de montanha , as sete portas ou as sete provas que todos tem que passar para alcançár o Campus Stellae.

Táo pouco é de estranhar que Compostela esteja em um ponto que coincide com as tradiçóes táo antigas como um exemplo : o desembarque de Hércules ou a de Noé, ambos em Galícia. Sáo talvez lendas ou mitos ?

Os antigos habitantes de Chartres chamavam o laberinto , a Légua, querendo talvez expressar com este nome a idéia da longitude de um caminho enrolado sobre sí mesmo formando complicados meandros. Outros chamavam; o caminho de Jerusalém, sendo considerado como um símbolo de rota de peregrinaçóes até um lugar de paixáo de Cristo. Os obreiros os chamavam de Dédalo , como lembrança ao mestre de obras de Cnossos, o que havia realizado o famoso laberinto onde morava o Minotauro; Dédalo, pai de Ícaro, o aviador desgraçado.

Observamos que em muitas explicaçóes e anáises encontradas convergem todas há um lugar comum: o laberinto é um instrumento de renascimento, tanto assim que trata-se de um renascimento material, como parece que era para os egípcios, como espiritual, como é o caso das “ léguas” das catedrais.

De qualquer forma trata-se de um caminho, de um caminho de iniciaçáo.

Assim a peregrinaçáo até Compostela, devia ser, antes de tudo; uma pereginaçáo de obreiros manuais em rota am busca do conhecimento; simbolizado pelo laberinto,; mais tarde estilizado na forma de uma cruz provista de asas, dizendo: gracias o que o homem é recebido entre os Deuses.

Em outras épocas , este sinal foi convertido no Crismón e o crismón se transformou na Rosa , el rosetón, a rosa na cruz , mas a continuidade náo será interrompida a continuidade do emprego dos sinais petroglífigos gravados nas rochas de Galícia de Compostela estará sempre ali para as nossas lembranças .

Toda a arte dos mestres consiste em ter deixado o ensinamento em sinais tais que a compreensáo do seu significado está na funçáo do estado de recepçáo do seu discípulo, e resulta evidente que essa é uma das razóes do estabelicimento dos caminho iniciáticos transformados em peregrinaçóes.

Enviado por Acácio da Paz
 
Parte integrante do site Caminho de Santiago de Compostela - O Portal Peregrino
Copyright  1996-2003