Albergue de Peregrinos
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Oitenta anos e ainda segue no Caminho
Xosé Antonio Vilaboa Barreiro – Traduçáo: Acacio da Paz
Padre José Maria

Em 12 de Agosto de 1926 nasceu em Fuentebureba, don José Maria Alonso Marroquin. Cumpridos seus 80 anos, e praticamente a metade deles foram passados no Caminho de Santiago, primeiro como pároco de Atapuerca e logo como o padre de San Juan de Ortega.

Seu antecessor do cargo don Miguel Alonso, foi, quem o iniciou e o despertou sua curiosidade pela rota medieval da peregrinaçáo a Compostela, convertendo-se em seu amigo, seu maestro e seu diretor espiritual. Don Miguel morreu com 94 anos, praticamente cego, e foi entáo quando seu amigo e discípulo na obra de Deus, o pároco de Atapuerca se fez cargo do Santuário. Era o ano de 1979. Haviam passado oito séculos desde a morte de San Juan de Ortega. Santo arquiteto, construtor do monastério, encravado nos temiveís Montes de Oca. José Maria Alonso, quase sem dar-se conta, tomou o relevo do “Santo”, para ajudar aos peregrinos que naqueles anos iniciavam e redescobriam muito timidamente, mas de forma crescente e sem pausa a geografia sagrada deste caminho, cheio de espíritualidade, e que seguindo a rota das estrelas, dirige os passos dos homens e mulheres até a tumba do Senhor Santiago, nas terras de Galícia, muito cerca do cabo Finis-terrae.

Tivemos o privilégio de celebrar em sua compania, seus oitenta aniversários, este mes de agosto, e ver-le ilusionado e cheio de vitalidade, apagar com insultante força, a vela de sua torta de aniversário e também de disfrutar de sua conversaçáo e de sua retranca de castellano velho, escutando seus “sucedidos” que sáo liçóes plenas de espiritualidade.
A Imagem de José Maria pelando os alhos e cortando páo duro em uma grande panela cheia de água, há que punha um pouco de sal e um par de pimentóes doce, está gravada dentro de nós, como uma das nossas melhores lembranças. O dia dos seus oitenta anos depois de celebrar a missa dos peregrinos as sete da tarde voltou a servir a sopa aos sessenta e dois peregrinos e peregrinas que pernoitaram no albergue de San Juan de Ortega. ¡ ULTREIA José Maria ¡

A sopa de alho do padre de San Juan de Ortega é sem dúvida alguma o prato mais recordado, conhecido e alabado da rota jacobea. Dáo fé dela, os homens e mulheres dos cinco continentes, que já a tomaram tanto como alimento do espírito e como de reconstituinte e tonificante do fatigado corpo cheio de pó e suor do caminho.
Quase tres décadas leva don José Maria, dizendo todos os dias a missa vespertina e peregrina das sete da tarde e também, fazendo e servindo a sopa de alho... Milhares de peregrinos já tiveram o privilégio de desffrutar destes momentos.

“Entre as panelas também se pode encontrar a Deus”
 

Enviado por Acácio da Paz
 
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