Albergue de Peregrinos
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Compostela
Gisneide

A peregrinação a Compostela se inicia na "porta de Casa," como faziam os Antigos. Isto foi e é uma verdade literal, para os peregrinos da Idade Média e para muitos que ainda hoje iniciam a caminhada desde sua cidade natal e para ela retornam à pé. Caminhar até Finisterre é seguir na direção Oeste, onde o Sol se põe, significando pois, a Morte do ego. Durante esse processo, vencemos os medos que nos dificultavam o alcance das nossas verdadeiras metas. O Caminho de volta, seguindo a direção Leste, significa a Ressurreição, a abertura do Eu para a realidade do Espírito que habita em todos nós. Tornamo-nos mais receptivos à Inspiração Divina.

Para mim e para outros peregrinos, o Caminho se inicia na "porta de Casa," ainda que tenhamos de pegar o aviao até a Espanha ou a outro ponto da Europa, para dalí começar a viagem à pé. Muitos peregrinos me falaram que a decisão de fazer o Caminho é "inexplicável". Eu poderia dizer a mesma coisa, em relação à minha experiência. Em junho de 1998, escutei a sugestão da Voz. Porém, relendo o meu Diário, descobrí que em 1997, a inspiração me veio .

COMPOSTELA

A Cidade se veste de verão
e convida a santos e profanos
para contemplá-la ao sol.
Adorna-se de flores que emolduram
os tapetes tecidos
pela Terra verde e macia.

Peregrinos de todas as raças e credos
se adentram pelas "boca-calles", ávidos por
desbravar cada segredo incrustado nas pedras seculares,
percorrendo o labirinto de si mesmos,
muitas vezes, sem disso se darem conta.

As Gentes se encantam com a magia das lendas
e com um misterioso sabor de antigüidade.
Subindo os degraus e entrando no Templo
chegam ao êxtase ao se fazerem
partícipes na Glória do Pórtico.

Alegria e Júbilo em retornar à Casa do Pai,
Reconciliação com o Sagrado
são, a um só tempo,
anúncio e convite
no repicar dos sinos.
Em breve a Chama da torre-farol
iluminará a noite
no coração de muitos degredados.

O Céu é uma aquarela
no momento em que o Sol se despede.
E Compostela anoitece enfeitada
por uma Lua Crescente.

Gisneide
Santiago de Compostela, 20 de agosto de 1999.

COMPOSTELA

La Ciudad se viste de Verano
e invita a santos y profanos
a contemplarla al Sol.
Adornase con Flores que enmarcan
los tapices tejidos
por la Tierra verde y blanda.

Peregrinos de todas las razas y credos
metense por las boca-calles
sedientos por reconocer cada secreto
incrustado en las piedras,
recorriendo sus propios laberintos,
muchas veces sin darse cuenta.

Las gentes se encantan con la magia de las leyendas
y con un misterioso sabor de antiguedad.
Subir los peldaños y penetrar en el Templo
llevan al éxtasis, siendo todos
partícipes en la Gloria del Pórtico.

Alegria y júbilo por retornar a la Casa del Padre,
reconciliación con lo Sagrado
son al mismo tiempo,
anuncio e invitación
en el repicar de las campanas.

En breve, la llama del Faro
iluminará la Noche
en el Corazón de varios expatriados.
El Cielo es una acuarela
cuando el Sol se despide.
Y Compostela anochece embellecida
por la Luna Creciente.


Enviado por Acácio da Paz
 
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