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Finisterre
Acácio da Paz
A particularidade geográfica de Finisterre cativa desde tempo multidóes de pessoas que anhelaban asomarse ao Fim do Mundo , conhecido como: onde a terra acaba e o mar começa, tanto que há sido numerosos os autores clássicos que deixam escritas suas impressóes sobre este lugar. Antigos geógrafos gregoromanos como Estrabón, Pomponio Mela,Plinio o Ptolomeo ubican aquí em Promontoriun Neruim, é o Altar de Culto ao Sol o Ara Solis construído por estirpes preromanas e que o mesmo apóstolo Santiago fez derrubar, segundo conta a tradiçáo.

Assim mesmo as fontes clássicas (L.Anneo Floro) menciona a conquista de la Gallaecia por las huestes dirigidas por Décimo Junio bruto,que náo abandonou a regiáo sem antes presenciar com medo e horror do sacrilégio ao Sol que cae no mar e o fogo saindo das águas.

Ainda hoje multidóes de visitantes se juntam diariamente a contemplar com admiraçáo os impressionantes pôr do Sol.

É esta a estreita relaçáo de Finisterre com o culto Jacobeo o que estabelece que o Caminho de Finisterre fosse uma das primeiras rotas que pisaram os peregrinos. Tanto é assim que, já no ´sec XII, aparece citada a cidade de Duio escrita no Códex Calixtinus (s.XII). segundo testemunhos antigos, em Finisterre existiu uma velha cidade pagana, Digium ( hoje Duio ), por donde passaráo os restos do Apóstolo a fim de ser enterrado nos confins do Ocidente Os discípulos solicitam permissáo a rainha da regiáo, de nome Lupa - Loba, que esta os envia ao Governador de Digium, que os manda preso, até que sáo liberados por um anjo.

Gracias aos costumes dos Peregrinos de acudir no Fim do Caminho, a cumprir com o ritual de queimar as roupas utilizadas durante a travessia, tradiçáo que todavia se conserva; e a ver o mar ( para muitos é a primeira vez em sua vida ) dispomos de um amplo relatório das viagens dos caminhantes desde a Idade Média, que corroboran a antiquidade da rota a Finisterre e seus interesses pelas conotaçéos históricas e suas lendas.

A principio do s.XIV o mar arroja a la orilla uma imagem gótica de Cristo crucificado o Santíssimo Cristo de Barba Dourada, imagem atribuida a Nicodemus quem desenclavou da cruz a Jesis Cristo.Desde este momento o SantoCristo de Finisterre despertou grande devoçáo e adquiriu fama em toda a relgiáo por seus milagres, e sáo milhares os fiéis que visitam o SantoCristo, a maioria na Semana Santa.

Mas, Finisterre por sua situaçáo geográfica, também se encontrava hostilizada por piratas e corsários e naçóes hostis e centos de naufrágios de toda a classe de embarcaçóes em seu litoral.

Finisterre tem duas carascompletamente diferentes;uma que olha o mar aberto onde a natureza mostra o seu semblante mais áspero e duro, composto por maravilhosos espaçós abertos: praias e costas ; rostros ,Mar de Fóra, acantilados…e outra suave com acolhedora ensenhadas- Sardiñero,Langosteira, é mansas praias.

A vila de Finisterre constitue um conjunto com sabor marrinheiro crescido em um anfiteatro sobre a praias de Calafigueira, onde hoje está o porto.No centro da villa esta a praça de Sara Solis, onde se levantou a capela de San Suces, do estilo barroco do s.XVII.

Dentro do conjunto histórrico da vila destaca-se tambem o Castelo de San Carlos, construçáo defensiva do s.XVIII, que Carlos III mandou edificar.

No caminho que se conduz ao faro encontra-se a Igreja de Santa Maria das Areas, construçáo romanica do s.XII onde se custódia a imagem do SantoCristo No atrio levanta-se um charmoso cruzeiros gótico do s.XV, os mais singulares da Galícia. Ë aquí onde celebra-se a maioria dos atos da Semana Santa Finisterrana, de grande significado etnográfico e cultural, que hoje tem como prêmio de Interesse Turistico Nacional.

No extremo da península está o Faro, construido a 143 metros sobre o nível do mar no reinado de Isabel II, em 1853. A seu lado ruge no dia de névoa a grande sirene, a primeira que se instalou na Espanha.

O monte Facho (247m) está coroado pelas Pedras Santas, ponto final do Caminho de Santiago e um pouco mais abaixo as ruinas a ermita de San Guilhermo, cujas relíquias conservavá-se na igreja até que esta foi assaltada por corsários duarente o s.XVI.
Enviado por Acácio da Paz
 
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