Albergue de Peregrinos
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ARASOLIS - O 1º Albergue de Peregrinos no Brasil
Acácio da Paz
Foi inaugurado o 1º Albergue de Peregrinos no Brasil , fundado em 24 de Janeiro em Aguas de Sáo Pedro, Sáo Paulo atendido por voluntários e dedicado a todos os peregrinos caminhantes de todos os caminhos e dos que terminam o caminho do sol. Idealizado pelo peregrino Jose Carlos Palma , Arasolis hoje é uma realidade peregrina com hospitalidade Jacobea. Está aberto para todos que desejam estar em um lugar onde a pausa, o descanso e o seu momento é respeitado. 

POR QUE ARASOLIS ?
das terras do Fim do Mundo

Seguramente, foi profunda a maldição e o medo que infundiu aos antigos a visão ao chegar a estas terras, lugares que só se olhava um infindável mar no que se mergulhava o sol, como se o oceano o devorar-se, no tempo que se escutava um profundo laio. Esta crença que ainda hoje é presente em finis terrae.

A lenda da Ara Solis, talvez de origem grega, refere-se ao povo caldeo, que adorava o sol. Decidiram um día pesquisar o esconderijo do astro sol durante as horas da noite. Abandonando os seus lugares natais, os caldeos começaram o seu caminho rumo ao Ocidente. O derradeiro lugar ao que chegaram foi Galícia, onde se decataron de que o mar lhes impedia continuar ao avanço, ao mesmo tempo que descubriram que o Sol se assolagava no oceano. Convencidos de que entre as algas passava o astro adorado as horas da noite e abraiados perante aquele prodígio momento, decidiram construir naquelas terras um altar ao que puseram de nome Ara Solis.

Há quem afirma que o cálice e a hóstia do escudo da Galícia é uma representaçao simbólica ou filtrada pela religiao cristiana do sol sobre o ara (altar).


O culto ao Sol nas crenças Galegas

O sol constitue um dos principais elementos da mitología galega. Os seus atributos essênciais permitiram assimilar-lo ao apóstolo Santiago que foi para os primeiros cristãos, no sentido místico, como o sol que esvaecessem as trevas da idolatria.

A fábula pagã vencilhada ao culto do Sol é a de Xerión, morto e enterrado por Hércules debaixo da torre coruñesa, que ainda leva o nome do lendario vencedor e que hoje esmalta no escudo heráldico da Coruña. Hércules era a representaçao do Sol, e essa fábula nao trata de um mito solar, nen encerra mal lembranças ao referente deus da luz, vencedor das sombras,aos que adoravam os galaicos.

Outro antigo romance galego representa o Sol como um charmoso mancebo apoiado em um cetro de lampos, com barbas e cabelos louros, cabelo vermelho do que saen, ademais, raios solares, também louros; e na linguagem vulgar do país, o sol chama-se "Lourenzo".

O remotísimo culto ao Sol em Galicia testemúnham também o "Ara Solis" de Ptolomeo, próximo ao cabo Fisterra. Essas tradições estão cheias de um sabor solar tao pronunciado como as peregrinações que realizavam a Fisterra os que vinham visita-la da tumba do Apóstolo, não faziam mais que repeti-las antigas tromenies célticas ao Ara Solis.

Entre as crianças aldeãos cresce que o Sol baila na manhã de São João; e não são poucos os que acoden de madrugada a algun outeiro, provistos de cendais ou de cristais afumados, para contemplar e admira-lo maravilhoso fenômeno que acada visos de realidade no seu maxín infantil.

Entre os pescadores existía o que se chamada " dar a volta ao sol", e refería-se aos días da segunda quinzena de dezembro, compreendidos entre o 19 e o 24, que é até quando entra a sardinha nas rías galegas, guando dá a volta ao sol, ou seja, guando começam a medralos días logo de viren minguando.

O folclore galego abundantíssimo em tradições e lendas, e as que pertencen entre outras as suas peregrinações celtas a Ara Solis e ao Cabo Fisterra logo de visita-lo sartego do Apóstolo sáo muitos numerosas.

O culto ás estrelas fixo que a Vía Láctea se chame "Camiño de Santiago", que alguns creen ser a rota das almas até a eternidade.

O culto dos astros, em especial, do sol e da lua, esteve antigamente arraizada em Galicia, e aínda o segue estando entre gente das aldeias, segundo revelam fragmentos de romances populares que se conservam, e em alguns dos que há visibles reminiscenciais pagãs e supersticiosas. Por outra banda, o Ara Solís justifica essas antigas crenças, como as rememoram tambén não poucos costumes que aínda seguen vigentes nos nossos campos.

MÓNICA BEATRIZ SUÁREZ GROBA
BIBLIOGRAFÍA CONSULTADA: "BREVIARIO ENCICLOPÉDICO", ELADIO RODRÍGUEZ GÓNZALEZ

Enviado por Acácio da Paz
 
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