Albergue de Peregrinos
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A absurda política de não cobrar nos albergues
Demetrio Peláez Casal
Não parece, mas foi anunciado, que a Xunta tenha a intenção -ao menos não a curto prazo- de cobrar por a utilização dos albergues que cruzam os distintos tramos do Caminho de Santiago em solo gallego. Por que seguirá com a absurda e derrochadora política de oferecer todo gratis? A quem, na sua imensa maioria, tem a possibilidade mais que de sobra para pagar uma quantidade simbólica, e necessária pelo menos para manter as instalações em bom uso, por sua utilização. E se não dispõem nem de 6 euros para passar a noite e tomar um banho com água quente, que fiquem em sua casita dando-se cabeçadas, que tão pouco vai passar nada.

Os peregrinos de hoje, sejamos sérios, não são como “los parias desarrapados”, os aventureiros sem “un chavo” ou os Cristiano iluminados, muitos deles ricachones, que na Idade Media se lançavam ao Caminho com o posto movido por um desejo quase místico de chegar até a tumba do Apóstolo. São pessoas de todo tipo e condições, a maioria espanhóis e europeus da classe media, que um ano recorrem o Caminho de Santiago, ao seguinte lhes da por subir a Machu Pichu e, todavia deixam um espaço para viajar ao Lago Ness para dar uma olhadela a monstro que nunca ninguém o viu.

Se o Caminho de Santiago necessitasse de algum tipo de promoção ou se fosse uma via morta que não interessasse a ninguém, seria lógico por em marcha um plano de choque para atrair os viajeros ou turistas à base de tudo grátis, mas se a circunstancia que encontramos é o extremo contrario. É dizer: a Rota está saturada e os albergues sofrem overbooking todo o verão. A que jogamos então? A pais rico? Ou o único que passa é que somos “giliflautas”?
 

Enviado por Acácio da Paz
 
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